O imbróglio jurídico envolvendo o meia Thiago Neves, o Fluminense e o Palmeiras ainda terá muitos capítulos. Enquanto Léo Rabello, empresário que detém 68% dos direitos federativos do jogador, considera nulo o acerto entre o atleta e o Palmeiras e defende sua permanência nas Laranjeiras, pelos lados do Palestra Itália a visão é totalmente oposta.
“O documento existe e nós queremos que o contrato seja cumprido. A partir de janeiro o Thiago Neves terá que jogar pelo Palmeiras”, avisou Gilberto Cipullo, vice-presidente do clube e que comandou pessoalmente o acerto com o meia e com o Paraná, time com o qual Neves tinha vínculo antes de renovar com o Fluminense.
O otimismo de Cipullo ganhou força nas palavras do advogado palmeirense, Luiz Roberto Castro, e também em outros dois membros da diretoria, Savério Orlandi e Genaro Marino.
“Temos um documento assinado com o Thiago e o mínimo que o clube irá exigir será receber o que pagou de volta. Se ele jogar pelo Fluminense a partir de janeiro, no entanto, poderemos fazer valer a cláusula penal”, comentou o advogado, que está internado em um hospital para passar por uma cirurgia de apendicite.
“Vamos exercer o nosso direito e fazer valer nossa posição, mas acredito que teremos que aguardar até dezembro para que haja uma definição. Até lá, tudo o que for dito vai ficar no campo da especulação”, opinou Genaro Marino, diretor de Futebol.
Savério Orlandi, que acompanha à distância os trâmites da contratação do meia, concordou: “O Palmeiras fará valer o seu direito e o Thiago Neves terá de cumprir o que assinou, pois contratos existem para serem cumpridos”. O cartola não confirmou, mas o vínculo de Thiago Neves com o Verdão teria validade de quatro anos.
Segundo um influente conselheiro do clube, ligado diretamente ao presidente Affonso Della Monica, apesar de não ter como forçar o jogador a deixar o Fluminense e vir para o Palmeiras, o clube paulista poderia registrar o contrato de Thiago Neves na CBF a partir de janeiro e, caso o meia atue por qualquer outro clube a partir desta data, teria direito a um ressarcimento por quebra de vínculo. A multa rescisória, segundo o cartola, beira os R$ 50 milhões.