A Copa do Brasil, um torneio mata-mata, servirá como teste de duas longas invencibilidades a partir das 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira no Pacaembu. Sem perder há 11 partidas, o Palmeiras, com seis vitórias consecutivas, receberá o Atlético-PR, que não sofreu derrota nas últimas dez vezes em que entrou em campo.
O último revés alviverde foi em 8 de junho, diante do Sport, na Ilha do Retiro. E será o primeiro confronto da equipe contra um adversário da Série A do Brasileiro desde 27 de abril, quando empatou com o Santos na Vila Belmiro e acabou eliminado nos pênaltis nas quartas de final do Campeonato Paulista.
O líder da segunda divisão nacional está confiante. E aumentou seu otimismo depois da vitória por 3 a 2 sobre o Paysandu, no sábado, com gol aos 49 minutos do segundo tempo após estar perdendo por 2 a 0 até os 28 minutos da etapa final. “Chegamos mais fortes. Apanhamos antes e aprendemos a lição”, indicou Fernando Prass, jogador mais velho do elenco e preocupado em passar aos colegas a necessidade de não falhar tanto defensivamente quanto no fim de seman.
“Na Copa do Brasil, onde gol fora vale muito, 3 a 2 não é ruim porque é vitória, mas o ideal é vencer sem tomar gol. Isso tem que servir de lição para a Copa do Brasil. Temos que estar atentos porque na Copa do Brasil não contam os três pontos, conta o placar”, ressaltou o goleiro.
Os cuidados defensivos terão que ocorrer em um esquema mais ofensivo. Gilson Kleina constatou dificuldades do time para vencer a marcação adversária, que tem sido forte no Pacaembu, e abre mão do volante Charles para armar um 4-3-3 com Ananias na frente ao lado de Leandro e Alan Kardec. Vilson, que era dúvida, joga, e os desfalques são Valdivia, Vinicius e Lèo Gago, todos ainda sem condições físicas de entrar em campo.
Embalado no Brasileirão, com uma sequência de oito partidas sem perder – dez, se considerar a Copa do Brasil – mantendo a invencibilidade do técnico Vagner Mancini no comando do time, o Furacão quer aproveitar a chance se mostrar serviço também em uma competição internacional. O Rubro-Negro, aliás, já fez uma campanha de destaque na Sul-americana em 2006, quando ficou na terceira colocação, eliminado pelo Pachuca do México, nas semifinais.
Bruno Silva, que já atuou na competição com a camisa da Ponte Preta fica fora do confronto, abrindo mais uma vez espaço para a entrada de João Paulo. Paulo Baier, desgastado pela sequência de partidas, pode ser poupado para a entrada de Elias. Já Pedro Botelho e Dellatorre, que cumpriram suspensão no Brasileiro, retornam naturalmente a suas vagas, embora o segundo com a sombra de Ederson.
Independentemente das escolhas, Mancini destaca que o grupo está dando a resposta graças ao padrão de jogo estabelecido, embora o sistema mata-mata possa obrigar a fechar mais o meio-campo ou pelo aumentar a atenção na marcação. “O elenco do Atlético é forte, está mostrando isso. O atleta tem na memória o que ele. Para o jogo de quarta-feira, vamos levar os exemplos desta partida. (Mas) o sistema de jogo ou a fórmula de disputa é diferente. Talvez, tenhamos que estar muito mais ligados”, concluiu.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS X ATLÉTICO-PR
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 21 de agosto de 2013, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley e Mendieta; Leandro, Ananias e Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina
ATLÉTICO-PR: Weverton; Jonas, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; João Paulo, Zezinho, Paulo Baier (Elias) e Everton; Marcelo e Dellatorre (Ederson)
Técnico: Vagner Mancini