Um duelo movimentado e de qualidade, como queriam as torcidas e a crítica. Assim foi a essência da ‘final’ entre Atlético-MG e Palmeiras no Mineirão. Ambas as equipes mostraram vontade e tiveram suas chances de sair com o triunfo. Porém, no final, quando o placar acusou o empate em 1 x 1, só o fato dos dois times conquistarem um ponto foi o fator comum entre mineiros e paulistas
Para o Galo, ficou a melancolia de perder uma oportunidade dourada de encostar na liderança, se mantendo com 32 pontos, mas com um jogo faltando contra o Internacional. Os palmeirenses sim saíram contentes, pois mantiveram a distância de quatro pontos contra os adversários diretos Atlético e Goiás, com 36 pontos.
Apesar do jogo valer muito para o presente e o futuro da briga pelo título, a expectativa quanto ao número de gols esfriou com os desfalques de Diego Tardelli, na seleção brasileira, e de Obina, machucado. Pois Éder Luis, logo aos 6 minutos, tratou de lembrar a torcida anfitriã que também tem seu valor. Teve uma ajudinha inegável e inacreditável do goleiro Marcos, mas ainda assim abriu o placar.
O Atlético-MG seguiu com maior objetividade em seus ataques, mesmo com vantagem no placar, enquanto o Palmeiras jogava suas fichas na pressão da saída de bola alvinegra e no domínio da bola nos pés de seus jogadores. As finalizações dos comandados de Muricy Ramalho não foram numerosas, porém a insistência na marcação rendeu frutos e o Verdão pode alcançar a igualdade.
Num lance que já estava anunciado um minuto antes. Diego Souza cobrou escanteio e Ortigoza cabeceou para fora. O gol de empate foi com combinação idêntica, só que antes de cruzar, o meia palmeirense fez bela jogada de habilidade antes de pôr a bola na cabeça do paraguaio, aos 35. Thiago Feltri, também de cabeça, e Renan de fora da área, ainda levaram perigo para Marcos, mas seus chutes não acharam as redes.
A volta dos vestiários trouxe consigo uma polêmica: Bruno teria pegado com as mãos uma bola recuada por Renan. Tiro livre indireto dentro da área que Diego Souza desperdiçou chutando na defesa atleticana. Quatro minutos depois, o mesmo apoiador perdeu outro gol ao receber de Ortigoza na pequena área e mandar na trave. Oportunidade jogada fora igualmente preciosa foi a de Thiago Feltri, aos 12, que com gol aberto fez a redonda ir muito por cima do travessão.
Todos estes lances são dignos de arrependimento eterno para muitos atacantes, mas nada comparado a agonia de perder um pênalti. Que o diga Renan Oliveira. O garoto de 19 anos, revelado pelo próprio Galo mineiro, se viu diante de Marcos e com a bola na marca da cal. Tentou a paradinha para enganar o experiente goleiro palmeirense, mas não deu resultado, e São Marcos pode se redimir da falha do primeiro tempo.
Não só Renan, mas o time inteiro sentiu o baque, e eis que os comandados de Muricy não se fizeram de rogados. Aproveitaram para acuar a defesa do Atlético-MG, e só não fizeram o pesadelo alvinegro se tornar maior porque Cleiton Xavier e Diego Souza perderam mais duas chances aos 26 e 44 minutos, respectivamente. Nada que faça o palmeirense não apreciar o empate e mais uma rodada no topo do Brasileirão.