“Ô, lê, lê. Ô, lá, lá. Se segura bicharada que o bicho vai pegar”. Além de se referir pejorativamente aos são-paulinos, o grito da torcida palmeirense logo após a vitória por 2 x 1, sobre o Figueirense, deixou claro que a confiança tomou o Parque Antártica neste início de Brasileirão. Com 100% de aproveitamento nas duas primeiras rodadas, o Palmeiras chega para o clássico do próximo domingo em melhor momento do que o São Paulo.
O Tricolor vem de duas eliminações traumáticas (Paulistão e Libertadores), fato que deixou o clima no clube agitado. Muricy Ramalho havia passado a semana abatido por causa das especulações sobre uma suposta interferência do presidente Juvenal Juvêncio em seu trabalho. Para piorar, a equipe foi derrotada pelo Náutico, em Recife, em jogo válido pela segunda rodada do Brasileirão.
“O São Paulo vem conquistando muitos títulos nos últimos anos. Não é porque eles ficaram de fora de duas competições que todo mundo deixou de ter valor no time deles”, opinou o goleiro Diego Cavalieri, fugindo de qualquer favoritismo. “No clássico, tudo se iguala. O elenco deles está muito bem montado e nós estamos em uma crescente”, completou.
O técnico Caio Júnior acredita em mais uma vitória, mas fez questão de lembrar que o clássico será disputado no estádio do Morumbi. “Jogos deste tipo sempre são diferentes e não podemos esquecer que estaremos na casa deles. Acho que será um confronto muito interessante taticamente, equilibrado como o jogo do Paulistão. Fomos derrotados, mas poderíamos ter vencido”, analisou o treinador.
Edmundo ainda vê o time do São Paulo muitos degraus acima do que o Palmeiras. “Ninguém quase tem jogadores para a lateral direita e eles têm três. Se sorteassem qualquer um dos centroavantes deles para jogar no nosso time, nós faríamos festa se viesse o Aloísio, o Borges ou o Marcel. O Palmeiras ainda é um time em formação”, comparou o atacante.