Depois de um período recluso e sem aparecer na mídia, o diretor de Futebol do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia, foi a grande estrela da tarde desta sexta-feira na Academia de Futebol do Verdão. Como o elenco não trabalhou no período, apenas o técnico Marcelo Vilar e o cartola compareceram para falar com a imprensa. E Palaia falou sobre assuntos diversos, inclusive o inesquecível “cala-boca” a Tite, que resultou na saída do técnico gaúcho depois da derrota para o Santa Cruz.
“Quero deixar bem claro que estou aqui por livre e espontânea vontade para dar esclarecimentos e gostaria que as questões fossem colocadas sobre futebol. Fiquei sem aparecer para evitar maiores constrangimentos, mas agora estou à disposição”.
O diretor comentou novamente o episódio do “cala-boca” e negou o que os microfones de rádio captaram com clareza. “Jamais mandaria uma pessoa educada como o Tite calar a boca. O que aconteceu foi uma conversa amistosa, na ante-sala do Santa Cruz, que acabou captada pelos microfones”, afirmou, negando o que todas as rádios veicularam.
Salvador Hugo Palaia também confirmou que o Palmeiras recorreu a uma financeira para poder arcar com os compromissos do mês de outubro, mas se irritou quando questionado sobre o valor em questão, cerca de R$ 600 mil.
“O que irá acrescentar à reportagem saber o valor do empréstimo?”, indagou. “Isso é uma questão administrativa e o torcedor pode ficar sossegado, pois estamos trabalhando. Quem consegue empréstimo é porque tem crédito e não vejo vergonha nenhuma nisso, pois várias empresas grandes também recorrem a esse recurso”, argumentou.
Questionado sobre o conturbado momento político que o clube vive às vésperas da eleição presidencial, Palaia aproveitou a ocasião para fazer campanha favorável à reeleição de Affonso Della Mônica.
“Quando o Palmeiras caiu, o ex-presidente (Mustafá Contursi), que jurou não ser mais candidato, ficou por mais dois anos alegando que tinha a obrigação de trazer o Palmeiras de volta. Pois bem, se o Palmeiras está tão endividado quanto dizem, então deixem o doutor Della Mônica por mais dois anos para resolver a situação”, sugeriu, para depois emendar: “Falar que quatro ou cinco dias de atraso atrapalha é ridículo, quando tem clubes no Brasil que atrasam quatro ou cinco meses”, desdenhou.
Sem censura: O diretor avisou ainda que não partiu nenhuma proibição da diretoria em direção aos atletas com relação aos salários atrasados. “Os jogadores falam sobre o que quiserem, com total liberdade. Não há proibição nenhuma, e sim um regulamento interno, que consta do contrato”.