Menu
Futebol

Pai de Kevin se indigna com federações da Bolívia e do Brasil

Arquivo Geral

04/04/2013 19h07

A Federação Boliviana de Futebol (FBF) receberá integralmente a renda do amistoso entre a Seleção da Bolívia e do Brasil, programado para o próximo sábado (6), em Santa Cruz de la Sierra, e terá o poder decidir a porcentagem destinada à família de Kevin Espada. Limbert Beltrán, pai do garoto atingido por um sinalizador no jogo entre San José e Corinthians, se diz indignado com a situação.

 

“A verdade é que não sei se realmente vai nos chegar alguma coisa da arrecadação desse jogo. As federações do Brasil e da Bolívia têm diferentes versões e isso causa moléstia na minha família. Quero que a situação seja esclarecida e que o nome do meu filho não seja usado, que se respeite a memória dele e a dor da minha família”, afirmou.

 

José Maria Marin, presidente da CBF, anunciou que a renda seria doada à família de Kevin. Insatisfeita, a FBF, dirigida por Carlos Chavez, protestou e chegou a um acordo com a entidade brasileira. “A totalidade da bilheteria será da Federação e logo se definirá a porcentagem para a família do Kevin”, disse o secretário executivo Alberto Lozada.

 

Limbert Beltrán chegou a ser convidado para o amistoso programado para sábado. No entanto, até a tarde desta quinta-feira, o pai de Kevin ainda não havia recebido a confirmação dos dados de sua passagem para Santa Cruz.

 

“A CBF e a FBF já concordaram que o jogo é das federações e que não tem nada a ver com o meu filho. Por isso, acho que minha participação não é mais necessária. Se cumprirem a promessa de me mandar a passagem, vou aceitar para falar com os dois presidentes e pedir que se retratem”, afirmou Limbert.

 

Os integrantes da seleção boliviana que conquistaram o Sul-americano de 1963, maior título da história do país, também esperam que a FBF lhes destine parte da renda. Para Limbert Beltrán, anunciar que o jogo seria em benefício de sua família foi uma maneira de atrair o público e, consequentemente, aumentar a arrecadação.

 

“As pessoas vão ao estádio por diferentes motivos, como para ver a melhor seleção do mundo, para torcer pela equipe nacional e para contribuir com os campeões de 1963. Obviamente, também há gente solidária à minha família que quer colaborar. O que me preocupa é que se mercantilize o nome do meu filho. O tema não é tanto econômico, mas sim uma questão de família. Não gostamos que manipulem o nome do Kevin”, afirmou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado