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Futebol

Pacaembú será bom ou ruim para o Corinthians?

Arquivo Geral

01/08/2006 0h00

Três meses depois de ver a Polícia Militar enfrentar a massa de torcedores alvinegros no alambrado e o árbitro antecipar o apito final no Pacaembu, o Corinthians está de volta ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, considerado sua casa na capital paulista. A equipe alvinegra, no entanto, está na lanterna do Brasileirão, em piores condições do que naquele dia 4 de maio, quando foi eliminada da Copa Libertadores, pelo River Plate.

Além de ser decisiva para as pretensões de reação do Corinthians, a partida deste sábado (5/8), às 18h10, contra o Atlético-PR está deixando preocupadas as autoridades e também alguns jogadores. Afinal, o estádio estará novamente lotado graças à promoção de ingressos realizada por uma multinacional de alimentos.

Cansado de passar a mão na cabeça de atletas que não estão correspondendo dentro de campo, o técnico Geninho teve uma conversa franca com o elenco e pediu apoio da torcida mais uma vez.

“Não estamos sendo tão temidos quanto antes pelos adversários por causa dos resultados. Todo mundo tenta se aproveitar do momento psicológico que vivemos. Antes da quebra do tabu, em 1977, todo time sabia que se segurasse 30 minutos sem levar gols no Pacaembu poderia ganhar do Corinthians por causa da pressão da própria torcida”, lembrou Geninho.

Apesar de reconhecer as dificuldades de encontrar paciência nas arquibancadas, Geninho pediu para que as torcidas organizadas protestarem apenas fora do estádio. “Espero que eles façam o enterro simbólico do lado de fora do Pacaembu e depois nos apóiem lá dentro. Está na hora de lotar o Pacaembu e reagir. Com certeza o público será bom e a PM vai administrar tudo tranqüilamente. A invasão de campo contra o River Plate foi fato isolado”, opinou Geninho.

O argentino Javier Mascherano concordou com o treinador. Segundo o volante, nada melhor do que atuar no campo onde todos os corintianos se sentem à vontade. “É sempre melhor que a torcida nos ajude, mas quem entra em campo somos nós. A torcida não vai poder fazer nada de fora. Nós não temos que pensar o tempo todo nos torcedores e fazer a nossa parte”, declarou.

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