Depois de conseguir reduzir a sanção imposta pelo Comitê de Ética da Fifa de oito para seis anos, Joseph Blatter mantém o otimismo enquanto não dá sua última cartada à Justiça. Em entrevista à agência SID, na última terça, o suíço deixou claro que tentará um último recurso para tentar se livrar de qualquer consequência nos dois próximos meses.
Ao lado de Michel Platini, ainda em outubro, Joseph Blatter foi suspenso por 90 dias em razão de uma transação bancária de 1,8 milhões de francos suíços (cerca de R$ 7,7 mi), realizada em 2011. Após o gancho provisório, ambos foram banidos por oito anos e conseguiram diminuição para seis.
Apesar de a defesa dos réus alegar que o pagamento se relacionava à consultorias que foram prestadas pelo francês entre 1998 e 2022, a Justiça suíça reitera que o valor repassado por Blatter pode, muito bem, ter significado uma abertura na corrida presidencial para sua quarta reeleição, no mesmo ano de 2011.
A primeira redução da pena, no entanto, deixou o ex-mandatário otimista. “As suspensões foram reduzidas, e o que isso quer dizer? Que a Comissão de Apelação não tinha certeza da veracidade da acusação. Estou convencido que isso será resolvido em dois meses. As duas comissões da Fifa concluíram que não houve corrupção”, declarou.
Substituído por Gianni Infantino, então braço-direito de Platini na Uefa, após 17 anos no comando da Fifa, Blatter ainda se sente injustiçado pelo que tem enfrentado.
“Platini e eu fomos apresentados como mentirosos, o que certamente não somos. Fizemos tanto pelo futebol… E, nesse caso, erros podem acontecer. Mas ninguém pode me acusar de ter agido mal com dinheiro”, afirmou.
Prestes a completar 80 anos, em data que será comemorada nesta quinta-feira, Blatter já avisou que trabalha incessantemente ao lado de seus advogados para compilar justificativas suficientes que coloquem por terra a punição atribuída no fim de janeiro.