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Futebol

Opositor, Frizzo promete apoio a Della Mônica se perder eleição

Arquivo Geral

07/12/2006 0h00

Confirmado como candidato de oposição à presidência do Palmeiras, Roberto Frizzo, que trabalhou no último biênio como diretor administrativo na gestão de Affonso Della Mônica, considerou normal a reação do atual cartola máximo do Verdão ao saber de sua intenção de concorrer no pleito de janeiro.

"Não tinha uma expectativa diferente e imaginava mesmo que o presidente ficasse magoado, mas eu apenas estou dando aos membros do conselho uma nova opção. Não há caráter de revanchismo pessoal e não tenho nada contra ninguém, tanto que tentei colocar minhas razões para o presidente e acredito que, com o tempo, ele irá entender, pois é um democrata", discursou.

Roberto Frizzo, que terá Arnaldo Luiz Tironi como seu candidato à vice, preferiu não polemizar com as afirmações de Fernando Pizzo, assessor de Della Mônica, que afirmara "não acreditar que um homem de caráter concorresse contra o presidente". Para Frizzo, sua decisão em sair candidato pela oposição nada tem a ver com seu caráter.

"Quando o Pizzo falou em caráter, acredito que não tenha sido feliz na escolha do termo, pois ele, mais do que ninguém, conhece o meu caráter e sabia há muito tempo que os destinos poderiam ser diferentes. Eu posso ser um ótimo companheiro de viagem quando nós dois estivermos indo para Porto Alegre, mas quando um quer ir a Porto Alegre e outro a Salvador, a coisa muda de figura", ilustrou.

Roberto Frizzo assegurou ter uma boa expectativa em relação ao pleito eleitoral do próximo mês de janeiro, mas deixou nas entrelinhas a possibilidade de manifestar o seu apoio novamente ao presidente Affonso Della Mônica caso os conselheiros decidam dar continuidade ao trabalho da atual diretoria por mais um biênio.

"Minha expectativa é que se deixem as mágoas de dez ou 15 anos para trás e que o Palmeiras saia como o grande vencedor. Conseguindo isso, já será uma vitória. Se o presidente Della Mônica for reeleito, o Palmeiras terá de continuar, como sempre, acima de todos, pois nenhum dirigente está lá para apoiar homens, e sim para apoiar o clube. Durante uma hora, alguns podem ser brancos e outros verdes, mas passada essa hora, todos têm que voltar a ser verde e branco", concluiu.

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