Menu
Futebol

Oposição vê ótima oportunidade em guerra política no Corinthians

Arquivo Geral

12/01/2015 11h02

A confusão estabelecida no grupo político que comanda o Corinthians desde 2007 deixou animada a oposição. Com eleições presidenciais marcadas para 7 de fevereiro, aqueles que não fazem parte da administração do clube veem a possibilidade de aproveitar o confuso fim da gestão Mário Gobbi.

Já faz tempo que o presidente não se entende bem com Andrés Sanchez, seu antecessor e principal nome do grupo. Mesmo assim, deu a ele e a Roberto de Andrade, o candidato da situação, liberdade para negociar as contratações para 2015. Só não topou assinar os cheques.

O último capítulo dessa crise foram as arrastadas tratativas por Dudu. Andrés e o gerente de futebol Edu Gaspar deram o acordo como fechado, mas Gobbi vetou o acerto nos moldes apresentados. Provocou a ira de Sanchez, ampliada quando o atacante foi anunciado pelo arquirrival Palmeiras.

Preocupado com a delicada situação financeira do clube, o presidente espera entregar o cargo com as contas mais equilibradas. Já Andrés e Roberto mostram maior disposição em reforçar a equipe para a disputa da Copa Libertadores. Três dias antes da eleição, começa o mata-mata contra o Once Caldas.

Ao divulgar o acordo com o Palmeiras, os empresários de Dudu falaram em “apequenamento” do Corinthians. Eles também agenciam a carreira de Paolo Guerrero, em difícil negociação desde o ano passado para a renovação de seu contrato. Prometem esperar a eleição para voltar a discutir a questão.

Somado à dificuldade na venda do nome do estádio de Itaquera – atrasada três anos nas contas do próprio Andrés, responsável pela arena –, o cenário faz até os pré-candidatos da oposição cogitarem a possibilidade de uma chapa única. O assunto já foi discutido, embora não exista um nome de consenso.

O que buscam os opositores é aproveitar a falta de coesão do grupo da situação. A confusão é tal que Antônio Roque Citadini decidiu concorrer à presidência com a bênção de Luis Paulo Rosenberg – que, embora afastado da administração, ainda é o primeiro vice-presidente do clube.

Ilmar Schiavenato, outro dos pré-candidatos, chegou a fazer parte da gestão Gobbi, deixando a diretoria social do clube em outubro justamente para concorrer ao cargo do chefe. Derrotado por Andrés e Gobbi nas últimas eleições, Paulo Garcia fecha a lista daqueles que podem se juntar para derrubar o grupo no poder há mais de sete anos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado