Desde que voltou a comandar a seleção brasileira, o técnico Luiz Felipe Scolari tem um só objetivo: encontrar os seus 11 titulares que irão trilhar o sonho do sexto título mundial do Brasil no ano que vem. Campeão da Copa das Confederações em junho, o treinador pretende escalar exatamente o mesmo time que desbancou a Espanha na decisão, hoje, às 15h45, diante da Suíça.
A repetição da equipe é um claro sinal de que a definição dos 11 titulares está bem encaminhada para 2014, fruto do desempenho dos jogadores nos últimos 11 jogos sob a batuta do treinador. A derrota em 6 de fevereiro, por 2 x 1, para a Inglaterra, foi a última do grupo. A partir daí, a seleção somou sete vitórias e quatro empates.
Ficaram pelo caminho durante a fase de avaliação do treinador jogadores como o zagueiro Miranda, os volantes Ramires e Arouca, além dos atacantes Ronaldinho Gaúcho e Luis Fabiano. Todos eles estavam presentes no revés contra a Inglaterra, mas caíram em descrédito.
Os remanescentes são Júlio César, Daniel Alves, David Luiz, Dante, Paulinho, Jean, Oscar, Lucas, Neymar e Fred – eles foram convocados para o duelo de hoje e estiveram em campo no confronto contra a Inglaterra.
Na berlinda
Estar no grupo às vésperas do Mundial, porém, não é garantia de que sentirá o gostinho da Copa em casa. Ontem, Felipão lançou um aviso geral: quem não jogar por seu clube estará fora. “Ele vai ter que pensar em seleção, não só na parte monetária, no clube, tudo mais. A vida profissional do atleta tem tudo isso, e ele também não tem a garantia de que eu vou levá-lo.”
O recado tem como alvos claros o goleiro Júlio César e o volante Luiz Gustavo. Mas, segundo ele, serve para os demais. “Vamos ficar meses só observando as ligas, sem treinar, e eu não posso observar ninguém no banco de reservas”, afirmou.
Felipão deu um duro recado de que, apesar de o Brasil só ter amistosos, para ele o que está em jogo é a vaga de cada jogador.
Neymar fica mais protegido
De agora em diante, Neymar só fala em campo. O amistoso entre Brasil e Suíça, hoje, em Basileia, será o primeiro compromisso do jogador pela seleção depois da transferência para o Barcelona.
A pedido do clube espanhol, com a concordância do jogador e também da CBF, Neymar foi poupado das entrevistas. O jogador não falou nem na chegada ao hotel, como sempre fazia nos amistosos da seleção -sobretudo fora do país.
O lateral direito Daniel Alves, companheiro mais experiente de clube e de seleção, saiu em defesa do amigo mais novo. “Tem que perdoar o menino”, disse a duas dezenas de jornalistas brasileiros na Suíça. “É importante não se distrair com outros probleminhas que possam ser debatidos e que possam interferir na crescente.”
