Contra tudo e contra todos. Assim que o Atlético-MG vai encarar o Olimpia na próxima quarta-feira, em busca do inédito título da Taça Libertadores da América. Primeiro, a Conmebol lhe tirou o direito de jogar no Estádio Independência. O retrospecto para o Alvinegro mineiro conseguir tirar a diferença de dois gols conquistada pelos paraguaios – na vitória por 2 x 0, na noite de quarta –, também não joga a favor dos brasileiros.
No sistema de dois jogos na final, a única vez que um clube reverteu a situação igual à vivenciada pelo Galo foi o Atlético Nacional, da Colômbia. E o rival foi justamente o Olimpia. Na primeira partida, os colombianos perderam por 2 x 0, venceram pelo mesmo placar no jogo de volta, e sagrou-se campeão da Libertadores, nos pênaltis, em 1989.
Outras viradas também ocorreram, porém quando o time saía com apenas um gol de desvantagem. A mais recente foi em 2002 e o protagonista também foi o Olimpia contra o São Caetano.
O quase
Quem chegou perto de entrar nesse seleto grupo foi o Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras recebeu o até então desconhecido LDU, de Quito. A equipe foi atropelada e perdeu por 4 x 2. Mas no duelo de volta, os cariocas contaram com o apoio de sua torcida que cantava direto: “Eu acredito”. Thiago Neves estava inspirado e o time carioca venceu a partida por 3 x 1. Na prorrogação, nada de rede balançar. Porém, nos pênaltis o sonho do Tricolor deu lugar às lágrimas.
R10 mostra confiança
Apesar da derrota por 2 x 0, Ronaldinho Gaúcho ainda acredita na virada do Atlético-MG. O meia fez questão de pedir apoio aos torcedores do Galo ontem, por meio de sua página no Facebook, para o jogo da próxima quarta, no Mineirão. “Ainda não acabou! Temos mais um jogo pra dar o sangue e buscar esse título. Acreditamos na força do grupo e da nossa torcida. Eu acredito!”, escreveu o craque atleticano. Ele também postou foto dos torcedores do Galo nas arquibancadas.
Substituído aos 15 minutos do segundo tempo, Ronaldinho não teve boa atuação na primeira partida e deixou o campo com cara de poucos amigos. Após o duelo, o técnico Cuca minimizou a mudança. “Ele estava mal. Não estava jogando bem e é um jogador como qualquer outro”, explicou.