O palmeirense Pierre é uma das principais armas da Portuguesa para vencer no clássico deste domingo. Apesar da capacidade de marcação do camisa 5 alviverde ser exaltada no Canindé, os lusitanos querem se aproveitar do esquema de Wanderley Luxemburgo com apenas um jogador especialista na posição de volante para deixar o Pacaembu com os três pontos.
Como Martinez e Léo Lima, dois dos prováveis titulares do Verdão, não tem como principal característica impedir a criação de jogadas adversárias. E é por ali que pretendem trabalhar Edno e Preto, que também devem ser confirmados pelo técnico Vágner Benazzi como responsáveis pela armação rubro-verde.
“No Palmeiras, é um que marca, que é o Pierre, o carregador de piano, e o resto joga. É um time muito ofensivo. Se eles tiverem um marcador só, vai sobrar alguém para jogar. Se o Benazzi optar por iniciar comigo e o Edno, dá para ocupar bem aquele espaço”, apontou Preto à Gazeta Esportiva.Net.
Sem dar tantas pistas, Benazzi concorda que a postura alviverde pode abrir espaços para a Lusa vencer. “O Palmeiras é uma grande equipe que tem qualidade ofensiva, um grande treinador e um plantel muito forte. Sabemos da dificuldade deste jogo, mas temos condições de conquistar um bom resultado”, apostou o treinador à GE.Net.
Contudo, para quem pensa que a Portuguesa entrará em campo de olho nos espaços que o meio-campo palmeirense pode deixar, Benazzi se recorda de um duelo recente. No Campeonato Paulista deste ano, o Verdão venceu por 1 a 0, gol marcado nos acréscimos. Derrota que o técnico luso credita à desatenção na marcação.
“Fizemos um jogo bom contra o Palmeiras. Eles só fizeram o gol no último minuto, o Luxemburgo foi feliz em colocar aquele jogador para fazer um gol legítimo. Mas nós jogamos de igual para igual e ainda tivemos um gol legítimo do Rogério anulado. Só faltou para nós um pouco mais de marcação”, lamenta.
Para evitar novo deslize no setor defensivo, Preto oferece ajuda. “Ajudei na marcação no ano passado e nesse ano posso ajudar sem problema nenhum se for preciso. O importante é ajudar a Portuguesa a conseguir os bons resultados”, garantiu o meia.
Antiga parceria no Pacaembu – Para superar a marcação de Pierre, Martinez e Léo Lima, a Lusa mais uma vez deve apostar em Edno e Preto, parceria que reapareceu no Canindé após ter tido seu primeiro episódio em 2006, no Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Volta que ainda gera comemoração entre seus protagonistas.
“No Novo Hamburgo o Edno jogava em uma posição um pouco diferente, ele era ala e fazia muito bem essa função, mas agora também está muito bem adaptado na meia. Fizemos uma parceria muito boa”, comenta Preto, otimista em relação aos resultados que a dupla pode trazer à Lusa.
“A gente se conhece muito bem, tanto dentro quanto fora de campo, e aos pouco vamos mostrando nosso entrosamento aqui também na Portuguesa”, estipula.