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Futebol

O problema do Candangão é que o buraco é mais embaixo

Arquivo Geral

12/03/2014 9h10

A bagunçada tabela do Candangão-2014 agora atinge também os gramados da capital. Designado para receber quatro  dos cinco jogos remarcados para os próximos cinco dias, o já castigado tapete  do estádio do Serejão deve ficar em condições ainda piores. 

A constatação é feita pelo engenheiro agrônomo Odilon Vieira Junior, da Atumam Gramados Esportivos. “Grama natural é feita pra receber jogos importantes. Não dá para jogar quatro vezes em menos de uma semana sem que seja feito um trabalho de recuperação”, diz.

Jogadores do Brasiliense, time que manda as partidas no palco de Taguatinga, sabem que o desgaste será sentido na fase de mata-mata do Candangão, que se aproxima. Para o meia Zé Roberto, o elevado número de jogos e treinos atrapalha.  “O gramado já não está em um estado muito bom devido ao número de jogos e treinos que recebe. Não só nossos, mas também de outras equipes. Mas estamos em uma fase em que o campeonato está se afunilando e não podemos nos atentar a questões como o gramado”, minimiza. 

 

Apelo

De acordo com o atacante Luiz Carlos,  os diferentes  tipos de grama encontrados no campo do Serejão prejudicam muito. “É complicado para nós jogadores. É um  gramado que não tem um bom sistema de drenagem. São formados vários tipos de buraco, até porque são vários tipos de grama diferentes no mesmo campo. Fica o apelo de que, se for possível,  o Mané Garrincha fosse mais utilizado, até pra valorizar o futebol local”, cobra o atleta.

Não será a primeira vez que um estádio recebe vários jogos em um curto espaço de tempo. Utilizado para a Copa Verde e o Candangão em 26 e 27 de fevereiro, o estádio do Bezerrão, no Gama, recebeu três confrontos em menos de 24h. Posteriormente, a relva da arena gamense foi interditada para receber tratamento – visando a Copa do Mundo –  e será liberada somente em 20 de março. 

 

Solução no reino animal

De acordo com o especialista em gramados esportivos Odilon Vieira Junior, para que o gramado do Serejão volte a apresentar qualidade, a única alternativa que traria resultados seria a interdição do local. “Na atual condição, o Serejão não deveria receber tantos jogos. Isso não existe. Seria necessária uma interdição. Com o passar do  tempo, a grama fica com mais talos do que folhas, o que torna o gramado pesado. Depois disso, um tratamento com aeração seria o caminho pra recuperação”, indica.

O engenheiro agrônomo recorreu ao bom-humor para responder sobre uma questão que daria fim aos problemas do gramado do Serejão. “Seria melhor colocar um monte de capivaras para pastar no gramado e arrancar logo tudo. Isso obrigaria a grama a ser plantada toda de novo”, diverte-se o especialista.

Odilon aproveitou para fazer uma comparação com os estádios de Real Madrid e Barcelona. 

“Você vê aqueles gramados maravilhosos do Real Madrid e do Barcelona porque eles sabem que grama natural é feita pra receber jogo importante. Lá, eles passam a semana inteira tratando o gramado para a partida ser realizada no domingo”, explica o agrônomo. 

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