A polêmica se instalou na capital federal. Não por algum escândalo político, mas por conta da nomenclatura oficial do Estádio Nacional Mané Garrincha durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014, já que a Fifa irá barrar a homenagem ao craque das pernas tortas durante as competições. Em Salvador, a recém-batizada Arena Itaipava Fonte Nova passará por problema semelhante.
Detentora dos naming rights do estádio, a cervejaria não poderá divulgar sua marca durante a Copa das Confederações e o Mundial por ser concorrente da Budweiser, patrocinadora oficial dos campeonatos e, portanto, detentora do monopólio na venda de cervejas dentro das praças esportivas. O caso, no entanto, não preocupa os responsáveis diretos pela gerência.
“Durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, a marca Itaipava terá que ser retirada. Mas nós já sabíamos disso quando assinamos o contrato de cessão dos naming rights da Fonte Nova”, explicou Frank Alcântara, presidente da Arena Fonte Nova.
Caso brasiliense
A querela envolvendo o estádio de Brasília se dá porque a Fifa impediu que o Mané Garrincha mantivesse seu nome nos torneios organizados por ela. O nome oficial do Mané só será alterado pela Fifa caso alguma empresa adquira os naming rights. A Coca-Cola foi sondada, mas recusou a proposta.
Pensamento é o mesmo do DF
Construir um estádio é uma tarefa difícil. Deixá-lo pronto a tempo é ainda mais complicado. Fazer dele um espaço que gere receita e se auto-sustente, então, é hercúlea. As saídas apontadas por diferentes especialistas na área é expandir a atuação, seja com espetáculos, espaços culturais e grandes shows. Este é o projeto de Brasília para o Estádio Nacional Mané Garrincha. O pensamento para a Arena Itaipava Fonte Nova é similar.
Presidente da Arena Fonte Nova, Frank Alcântara aponta como fundamental que as arenas diversifiquem os negócios. Além disso, é preciso formar parcerias de longo prazo com empresas parceiras. No caso do estádio de Salvador, o acordo com a cervejaria é de dez anos, renováveis por mais dez. Na primeira década, a praça esportiva receberá R$ 10 milhões por ano – totalizando R$ 100 milhões ao fim do vínculo.
Negociação
“Para dar certo, você tem que apostar no inusitado. Essa questão dos naming rights é muito nova no Brasil”, aponta Frank Alcântara. Segundo ele, o processo para se fechar o acordo com a Itaipava foi longo e recheado de percalços. Antes de a cervejaria fechar o vínculo, outras empresas se interessaram, mas desistiram. “Negociamos desde julho, agosto do ano passado. Não é uma negociação rápida”, revelou Frank.
» O repórter viajou a convite da Itaipava