Vicente Melo
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A vaga entre os maiores de todos os tempos já está garantida. Tudo bem que ainda falta conquistar uma Copa do Mundo, mas Lionel Messi cravou de vez seu nome na história do futebol ao conquistar pelo quarto ano consecutivo a Bola de Ouro da Fifa, maior honraria individual da modalidade. O argentino do Barcelona recebeu mais de 40% dos votos de capitães e treinadores de seleções nacionais para ficar em primeiro. O português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, foi o segundo colocado, seguido pelo espanhol Andrés Iniesta, também jogador do Barça. Neymar ficou em 13º lugar na votação.
Além de vencer a premiação, Messi conseguiu um feito histórico: foi o primeiro jogador a faturar o troféu quatro vezes. E ainda registrou a nova marca de maior sequência, que pertencia ao francês Michel Platini – atual presidente da Uefa -, que faturou a Bola de Ouro entre 1983 e 1985. O diferencial é que, até 1994, o prêmio só era concedido a jogadores europeus que atuassem no Velho Continente e era concedido pela revista francesa France Football.
A temporada do argentino foi tímida em relação a títulos, mas repleta de gols. Quase uma centena deles em apenas 12 meses. No total, Lionel Messi balançou as redes dos adversários 91 vezes e superou o antigo recorde do alemão Gerd Müller, que em 1972 anotou 85 tentos em partidas oficiais.
Modéstia
Sempre tímido, o camisa 10 do Barcelona ousou no smoking para a festa de gala, mas ficou por aí a “marra”. Messi avaliou não ter feito um ano tão bom e parecia não acreditar na conquista quando recebeu o prêmio das mãos do italiano Fabio Cannavaro, vencedor em 2006.
“Para dizer a verdade, isso é realmente muito inacreditável. É o meu quarto prêmio. É grande demais para palavras…”, comentou, antes de lembrar da família. “Quero agradecer à minha família, alguns amigos, e finalmente muito especialmente à minha esposa e ao meu filho”, disse, citando Thiago.