Roberto Wagner e Vicente Melo
torcida@jornaldebrasilia.com.br
Três telefonemas atendidos – um em cada aparelho disposto sobre a mesa – num intervalo de 42 minutos. Mal saiu de uma reunião, algo corriqueiro na reta final para a entrega do Estádio Nacional Mané Garrincha, o secretário extraordinário da Copa no DF, Claudio Monteiro, recebeu o Jornal de Brasília em seu escritório instalado no canteiro de obras da arena e transpareceu o quão escasso está o tempo até a inauguração do novo palco, agendada para 21 de abril.
A exato um mês para o ato “formal”, Claudio Monteiro aceitou o convite do JBr para traçar os últimos passos do apertado calendário. Sentado à frente de um grande quadro com a imagem do moderno Mané pronto, ele não recorreu nem mesmo ao copo d’água para pensar. Durante a longa conversa, passou confiança de que nada dará errado daqui a 31 dias. “Vai estar toda a estrutura colocada. A parte de acabamento, cadeiras, placar, gramado… Só não estaremos prontos para fazer um jogo”, adianta o secretário.
Preocupação
O discurso firme, no entanto, divide espaço com a apreensão. Pressionado para que tudo saia perfeitamente, Claudio reconhece: “Se me perguntar se tenho dormido legal, claro que não. Nada pode dar errado. Está tudo normal, mas tem que continuar assim até o dia 21.”
Uma das maiores preocupações é para que problemas revelados em outras estreias de arenas da Copa não se repitam em Brasília. “Tivemos uma reinauguração recente e nela todas as situações foram testadas no jogo. Nós não queremos testá-las na hora da partida. Faremos isso do dia 21 de abril ao 18 de maio”, afirma o secretário.
Até a inauguração as metas a serem atingidas serão facilmente percebidas fora do estádio. Estão em montagem a membrana de cobertura (38 colocadas, restando 10), as cadeiras, placares eletrônicos, acabamento do entorno, além da cimentação embaixo da arena e a limpeza geral, que será feita no intervalo de seis dias entre o dia 15 de abril (data de implantação do gramado) e o dia 21.
Arquibancada recebe cadeiras
Depois da conclusão de mais de 90% da obra de puro concreto, os moradores de Brasília poderão acompanhar melhor o desenvolvimento do novo estádio. Ainda ontem, as cadeiras vermelhas começaram a ser instaladas na arquibancada. “Agora vamos vestir a roupa”, brinca o secretário Extraordinário da Copa no DF, Claudio Monteiro.
Os primeiros assentos foram colocados próximos “à linha lateral”, na parte inferior da arquibancada. Na semana passada, porém, cerca de 120 cadeiras acolchoadas já haviam sido instaladas nas áreas vips do palco que receberá a partida de abertura da Copa das Confederações entre Brasil e Japão, em 15 de junho.
De acordo com a previsão dos responsáveis pela obra, serão colocadas entre 3 e 5 mil peças por dia até que chegue ao número máximo de 70 mil – a acomodação de outros dois mil assentos ficarão para depois da Copa das Confederações, já que no Mundial a Fifa exige um espaço maior para a imprensa.
Quase pronta
Um dos setores de maior orgulho do governo local, a membrana ecológica de cobertura está em fase final de implantação. Até ontem, os operários-alpinistas haviam colocado 38 peças de um total de 48. A tendência é que até o próximo sábado a parte da cobertura seja totalmente instalada.
Outra área em fase adiantada de montagem é a estrutura que fixará os telões de Led. Será um principal, com área de 90 m², e um secundário, com área de 27 m². As telas menores ficarão por trás da principal para que não haja pontos cegos nas arquibancadas superiores. (R.W. e V.M.)