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Futebol

O amuleto de Jô

Arquivo Geral

08/09/2013 8h29

Aos corretores de imóveis de plantão, uma dica: conseguir o contato do atacante Jô, da seleção brasileira, pois na capital federal o centroavante tem o faro de gol apurado. Em dois jogos, foram três bolas na rede. Dois deles na esmagadora vitória brasileira por 6 x 0 sobre a Austrália, ontem, no Estádio Mané Garrincha.

 

Mas, para poder vender um imóvel para o matador, vai precisar de muita “lábia”, pois Jô nunca imaginou viver por aqui. “Morar não, mas é uma cidade que tem me trazido muita sorte. Além dos dois de hoje, fiz na estreia da Copa das Confederações. Então, se todos os jogos pudessem ser aqui, seria muito bom”, brincou o atacante do Atlético.

 

Em campo, o centroavante e a seleção não tomaram conhecimento do adversário, antes visto como um bom teste por conta de sua estatura e possível estilo defensivo de jogo. E foi exatamente pelo alto que o Brasil emplacou a goleada, já que quatro gols foram em cruzamentos na área. “Tem que  saber que uma hora a bola vai chegar. Muitos centroavantes não esperam que as bolas possam sobrar”.

 

Complicou


Se o adversário não demonstrava poder ofensivo, a seleção construía suas jogadas muito por conta de seu esquema tático bem desenhado, onde as trocas de Oscar, Fred e Hulk por conta de contusões desempenharam bem seus papéis. Ramires, Jô e, principalmente, Bernard vão colocar algumas dúvidas no elenco titular de Felipão. “Eu e Jô conversamos bastante para relembrar um pouco do Atlético-MG e conseguimos fazer na medida do possível chegar aos gols”, comentou  Bernard, o destaque do jogo.

 

 Além do jovem atacante, outro destaque foi Ramires. Sempre escalado como volante na seleção, Ramires entrou na vaga do meia Oscar, que segue com a seleção para a próxima partida contra Portugal, amanhã. Sua atuação impecável, coroada com um gol e um lindo lançamento para o gol de Neymar, rendeu elogios do companheiro. “Ramires é um grande jogador. Fez uma grande partida. É um jogador de qualidade, que é sempre bem-vindo. Sabe deixar os atacantes na cara do gol”, exaltou.

 

Maxwell terá sua chance

 

Sorte para uns, azar para outros. Em Brasília, a seleção tem dois lados da moeda, os que vão bem e os que se contundem. Depois de Oscar não ir para jogo, Fred, Hulk e Daniel Alves cortados, foi a vez do lateral esquerdo Marcelo ser cortado. O jogador sofreu  uma lesão muscular na coxa esquerda e  foi liberado por Felipão  para regressar a Espanha para se  tratar. 

 

Com isso, que deve ficar com a vaga para o amistoso de terça-feira contra Portugal nos Estados Unidos é o reserva imediato, Maxwell. O jogador do Paris Saint-Germain entrou no intervalo  do jogo. 

 

Felipão não convocará um substituto e o grupo será o mesmo que atuou ontem.

 

Olho nele

 

Ele voltou e arrebentou. Ramires foi um dos melhores em campo no amistoso de ontem. Com seu forte poder de marcação, disposição no ataque, o jogador mostrou que está com grande visão de jogo ao dar passe milimétrico para o gol de Neymar. No segundo tempo, o jogador marcou de cabeça o quarto do Brasil. Ramires se emocionou.

 
 
Oscar deve perder sua posição
 
 
Desfalque no jogo de ontem, Oscar segue com a seleção para o jogo contra Portugal. A pancada no tornozelo direito no treino o tirou da partida contra a Austrália, mas no fim, o meia do Chelsea garantiu que faria de tudo para estar em campo caso a situação pedisse. “Se fosse um jogo valendo três pontos, com certeza estaria dentro de campo, mas como não era um jogo tão difícil assim, jogando em casa, é melhor poupar um pouco para o tornozelo melhorar. Mas espero que melhore para Portugal”, afirmou.
Porém, a volta esbarra em uma situação nova para Oscar: a boa atuação de Ramires. Desde que Felipão assumiu, o meia não teve sequer uma sombra para a posição. “Para voltar contra Portugal depende dos dois (Felipão e recuperação). Tenho que ver se estou melhor. Se eu estivesse recuperado eu iria para o jogo, mas não estava. Tenho que ver na hora que eu correr, fazer o esforço físico, para ver se estou melhor. Está melhorando. Não estava nem conseguindo pisar e hoje já pisei melhor”, revelou. 
 
 
Suplentes arrebentam
 
 
A partida ficou marcada por conta dos suplentes que deram conta do recado. Além deles, Neymar que se consolida cada vez mais como mais importante jogador, acredita que os nomes escolhidos em dezembro, data colocada por Felipão como convocação definitiva, é preciso trabalhar. “O Brasil tem muitos tem muitos jogadores. Aqui temos 22. E tem mais fora. A concorrência é grande”, disse. 
 
 
Bernard foi o destaque
 
 
Bernard pode não ter marcado um gol, mas com certeza a aposta de Felipão vem cada vez mais encantando seu comandante, que o tem como novo xodó. Desde o primeiro instante em que treinou em Brasília, o jogador foi escalado como o substituto de Hulk. No jogo, o pequenino atacante partiu para cima, chutou uma bola na trave que resultou  no gol de Jô, e ainda cruzou para o mesmo centroavante marcar um golaço. 
 
 
O saldo final positivo foi comentado pelo atleta que sai de Brasília mais titular que nunca. “Fiquei bastante feliz com a atuação, tanto minha quanto da equipe. Acho que a gente fez por merecer a vitórias e espero que a cada dia a gente possa evoluir cada vez mais”, disse.
 
 
Contra Portugal, Bernard crê em um teste melhor. “Estão mais dentro do cenário mundial, vai ser um jogo mais complicado. Hoje (ontem), nós conseguimos cumprir taticamente o que Felipão pediu”. 

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