A preocupação recente com o aquecimento global será uma das prioridades do reformulado estádio do Pinheirão, que será erguido em conjunto pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) e pelo Paraná Clube para brigar por uma possíveis sedes da Copa do Mundo de 2014.
Durante a coletiva de apresentação do projeto, também foi anunciada a preocupação em preservar o meio-ambiente durante as obras e após, criando mecanismos de reciclagem no Novo Pinheirão. Para isso será criada uma comissão gestora, que poderá tornar o projeto ecologicamente correto.
“Todos sabem da preocupação mundial com a questão do carbono, preocupação da própria Fifa. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, também disse que duas sedes estariam definidas (Rio de Janeiro e Manaus) pelo interesse do mundo pelos lugares. Se Curitiba é a Cidade Ecológica, também temos que nos preocupar”, afirmou o presidente da FPF, Onaireves Moura.
O mandatário detalhou algumas das medidas projetadas que contribuirão para a preservação do meio-ambiente, já presentes no projeto. “Toda a água da chuva que cair sobre o telhado do Pinheirão será recolhida para a limpeza do estádio e para os banheiros. A água do grama, através da drenagem, será reciclada para aproveitar os nutrientes da adubação. O aquecimento dos banheiros será feito com energia solar. Quanto ao saneamento, haverá uma estação de tratamento do esgoto, além de uma série de ações ambientais”, finalizou.
O início da obra ainda não tem previsão, assim como outros detalhes do projeto, que só deve vir a público após o dia 31 de maio, data limite para a apresentação do plano. A expectativa é começar a mobilização em novembro deste ano, mas o término dependeria do dinheiro investido.
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