Como já era esperado pelo presidente Andrés Sanchez, a construção do estádio do Corinthians sofrerá um atraso. Em reunião com representantes do consórcio Egesa/Seebla nesta quarta-feira, a diretoria alvinegra aceitou o pedido dos empresários de adiar a oficialização do contrato por mais 60 dias.
De acordo com uma carta de intenções formalizada entre o Timão e o consórcio há dois meses, os interessados em erguer a arena alvinegra deveriam apresentar nesta quarta-feira o projeto pronto, com o terreno já comprado. Porém, dificuldades burocráticas na aquisição do terreno obrigou as construtoras a pedir uma prorrogação de dois meses do prazo.
“É uma operação um pouco complexa porque se tratam de duas áreas grandes, que envolvem proprietários diferentes. Por isso, é preciso adquirir os dois terrenos ao mesmo tempo porque o estádio não cabe em apenas um deles. Como depende desses detalhes burocráticos, estamos autorizando mais 60 dias de prazos para que eles acertem essa questão”, afirmou o vice-presidente eleito do Timão, Heleno Maluf.
O dirigente explicou que os preços já estão combinados com os proprietários, faltando agora ajustar os aspectos burocráticos do negócio. Os dois terrenos formam um amplo espaço na marginal do rio Tietê, próximo ao Parque São Jorge. Apesar do atraso, o dirigente explicou que não há preocupação por parte do Alvinegro, já que as demais questões referentes ao estádio estão caminhando dentro do esperado.
“Estou acompanhando tudo o que estão fazendo nas partes de engenharia, arquitetura, estrutura e mídia. Vejo que estão trabalhando e demos essa possibilidade de mais 60 dias”, acrescentou o vice-presidente, que foi designado por Andrés Sanchez para seguir mais de perto o trabalho do consórcio.