Quando um jogador reclama de uma marcação que julga errada dentro de campo, começa a guerra psicológica. Gritos, dedos na cara, ameaças e xingamentos até mesmo sobre sua própria mãe. Tudo isso para tentar desestabilizar o ábitro de futebol.
Mas para que os fatos possam não desencadear uma sucessão de erros, o jovem árbitro Rafael Diniz sabe bem como agir. “Serenidade, essa é uma palavra que gosto muito e que tento manter nos jogos”, disse. Rafael é o mais novo árbitro do quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e apita na elite da capital federal.
Aos 22 anos, o bancário vem ganhando cada vez mais espaço nos gramados, e acredita que vem fazendo um bom trabalho. “Comecei o curso de árbitro em 2009. No ano seguinte, já estava apitando jogos da segundona candanga até que no final de 2012 fui homologado e este ano estou apitando”, disse.
Para encarar jogadores rodados e experientes como Dimba, Iranildo, Aloísio Chulapa entre tantos outros que jogam por aqui, Diniz garante se preparar bastante. “Temos que estar preparados psicologicamente. Ter um estudo prévio de cada jogador e equipe. Tudo isso sem um pré-julgamento”, afirmou.
Futuro no apito
Se hoje Rafael compõe o quadro de juízes da CBF, seu sonho vai muito além. “Não me contento em ser ábitro CBF. Quero me aperfeiçoar, virar um árbitro Fifa.Meu sonho é ser um dos melhores ábitros do mundo e atuar em um jogo de Copa do Mundo”, revelou. Na última semana, o jovem participou pela primeira vez de um jogo de importância nacional: foi quarto árbitro no empate entre Ceilândia e Ceará por 0 x 0, no Abadião, pela Copa do Brasil. “Pretendo subir escalas o mais breve possível, de séries D e C, até a A”, observou.
E ele passou pelo Fluminense
Como todo garoto brasileiro, Rafael um dia teve o sonho de ser jogador de futebol, mas preferiu completar seus estudos. “Quando era garoto eu joguei na escolinha do Fluminense, cheguei a ir fazer testes em Xerém, onde fica a categoria de base do clube, mas optei por meus estudos”, revelou.
Se tornar árbitro de futebol não é uma frustração para o jovem, mas o comprometimento com algo que sempre gostou. “A primeira coisa que pensei quando quis me tornar árbitro é que seria uma maneira de estar envolvido com o futebol, que é a minha maior paixão. Em segundo lugar, penso em ajudar a melhorar a qualidade da arbitragem no nosso País”,comentou.
Recomendações
Assim como todos os árbitros do Brasil, Rafael se envolveu em polêmica em sua última arbitragem. Na vitória do Ceilândia por 3 x 1 sobre o Brasília, ambas as equipes saíram de campo reclamande demasiadamente de seu rigor e algumas marcações. O árbitro se defende com o caderno de recomendações embaixo do braço. “Eu sigo as recomendações da CBF e aplico as marcações conforme deve ser feitas. Em nosso futebol local não há tanta técnica como em outros lugares e preciso seguir o escrito”, revelou. (M.E.P)