A novela da negociação entre o goleiro Felipe e o Corinthians ganhou mais um capítulo neste sábado. Um dia depois de os empresários do atleta emitirem um comunicado pedindo ao Timão que libere a transferência para outra equipe, o vice-presidente de futebol, Mário Gobbi, reiterou o desejo do Alvinegro de manter o arqueiro no Parque São Jorge e ainda lembrou que o clube também foi responsável pela fase atual do atleta.
“O Felipe fez com o Corinthians um casamento perfeito. Ele veio para cá, era desconhecido e com seu trabalho se tornou um atleta conhecido no Brasil e quiçá no mundo. Quem projetou o Felipe não foi só o trabalho dele, mas também o Corinthians. O jogador tem contrato até 2011. Ele e seus empresários são sérios e cumprirão o que assinaram com o clube”, afirmou o dirigente.
No início da semana, a diretoria do Corinthians se reuniu com os representantes do jogador e ofereceu um aumento salarial, o que elevaria a remuneração do arqueiro para R$ 59 mil (contando as luvas). No entanto, a expectativa do jogador era de um reajuste maior, e o Fluminense ofereceu o dobro do salário para levá-lo às Laranjeiras.
Porém, a diretoria do Alvinegro não autorizou a transferência, e Mário Gobbi reafirma que só libera o atleta em caso de pagamento da multa rescisória. “O Corinthians reconheceu o excelente campeonato do Felipe e ofereceu um reajuste substancial ao salário, acrescendo-se uma luva. Isso saiu espontaneamente da diretoria. O Felipe tem de dizer se aceita ou não, mas não existe proposta para alguém levá-lo. Há uma cláusula e quem quiser levá-lo precisa depositar os R$ 12 milhões”.
Mário Gobbi explicou que o clube das Laranjeiras não chegou a formalizar uma proposta com números para tentar contratar o goleiro. “O Fluminense fez consulta se havia interesse de negociar definitivamente ou por empréstimo. Respondemos que não tínhamos interesse. Gostamos e queremos o Felipe. Ele é importante para nós, mas o Corinthians também é importante para ele. Precisamos de bom-senso e serenidade e vamos deixar passar a paixão para chegarmos a um bom termo”.
O Corinthians detém 50% dos direitos do atleta, enquanto o Bragantino possui 25% e os empresários têm 25%. No entanto, na visão do Corinthians, o atleta só pode ser negociado se a multa for paga integralmente. O Timão não aceita liberar o atleta por metade do valor da cláusula de rescisão.
“O Felipe só se libera se depositar o total da cláusula penal, não existe isso da metade. Se alguém quiser levar o Felipe, tem de depositar a cláusula penal. Faz um raciocínio lógico depositar a metade, mas não é legal e não representa o entendimento da lei”, concluiu.
< !-- /hotwords -- >