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Futebol

Novas metas alvinegras ajudam Guerrero a esquecer fracasso no Peru

Arquivo Geral

14/09/2013 9h10

Mesmo na volta ao Brasil como herói após a conquista do Mundial pelo Corinthians, Paolo Guerrero não se preocupou em esconder que classificar o Peru à Copa do Mundo de 2014 era seu maior sonho. Não deu, e o jeito é tentar esquecer a frustração perseguindo novas conquistas no clube do Parque São Jorge.

 

Após duas duras derrotas, que acabaram com as chances peruanas nas eliminatórias, o centroavante voltou a trabalhar vestido de preto e branco. Questionado sobre a dor do fracasso de seu país, pelo qual não balança a rede faz mais de um ano, o simpático jogador desfez o sorriso de seus lábios.

 

“Não quero falar disso. Quero me concentrar aqui no Corinthians e conquistar os dois campeonatos que estamos disputando. Não posso falar disso porque já tenho que dar o meu melhor no domingo para a gente conquistar os três pontos”, afirmou o camisa 9, escalado para enfrentar o Goiás.

No embarque para o Brasil, Guerrero já havia demonstrado um claro abatimento. É uma preocupação alvinegra evitar que o jogador de 29 anos fique remoendo o desempenho insuficiente nas eliminatórias e continue com o bom trabalho em São Paulo. Seu valor para o time, deixa claro o técnico Tite, é grande.

 

“Vou tratar de melhorar. Fico frustrado, logicamente, mas preciso retomar o trabalho aqui porque sei que tenho importância para o Corinthians. Tenho dois objetivos, que espero conseguir alcançar até o final do ano”, disse Guerrero, provavelmente referindo-se às conquistas do Brasileiro e da Copa do Brasil.

 

Ele preferiu não ser específico ao mencionar esses objetivos, que não são individuais. “Eu jogo para o time. Não falo que vou fazer, cinco, quatro ou três gols. Tenho metas, sim. Uma a menos agora (a classificação do Peru), mas tenho metas com o Corinthians. Até conquistar, não falo.”

 

Enquanto não alcança as novas metas, Guerrero pode diariamente observar a maior já atingida por ele no clube. Ao lado de um dos campos do CT alvinegro está a imagem de seu cabeceio que decidiu o Mundial do ano passado. O centroavante significa muito para o Peru – ele agora alimenta a esperança de jogar a Copa da Rússia, em 2018, quando terá 34 anos –, mas significa muito também para o Corinthians e jura que a recíproca é verdadeira.

 

“Para mim, o Corinthians é o melhor time do mundo. Estou muito feliz aqui.”

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