Marcus Eduardo Pereira
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A derrota para o Tigre na Taça Libertadores, por 1 x 0, não foi o capítulo final de mais uma novela palmeirense no torneio. Na volta para casa, ainda em solo argentino, a delegação alviverde foi atacada por meliantes ligados a uma torcida organizada do clube paulista.
A confusão ocorreu no aeroporto e teve início quando os torcedores encontraram o grupo de jogadores. Segundo os próprios torcedores, Valdivia era o alvo por ter feito gestos obscenos para os envolvidos que o vaiavam, ainda antes da partida.
Durante o ocorrido, o meia conseguiu se esconder entre seguranças e alguns jogadores que tentavam apartar a situação enquanto os truculentos torcedores coagiam e atiravam copos e xícaras sobre a delegação, que se protegia próximo à entrada do banheiro.
Em determinado momento, o goleiro Fernando Prass acabou sendo atingido na cabeça por um copo, e teve que levar três pontos.
Olho no olho
O zagueiro Henrique e o goleiro reserva Bruno foram os responsáveis por tentar amenizar a situação na base do diálogo com os baderneiros, que pareciam não estarem nem um pouco afim de papo.
A mesma velha história
Hoje no Brasiliense, o atacante Washington sabe bem o que é enfrentar a torcida palmeirense.“Já vivi essa situação. O Palmeiras é uma equipe carente por títulos e a consequência é que alguns tomam atitudes erradas”, afirmou.
O atacante atuou pelo clube em 2006 e lembrou de algumas coisas que passou. “Sei o que estão sofrendo. Já tive que sair do aeroporto como presidiário. Escoltado, direto do avião para o ônibus”, revelou.
Para o atacante, alguns dirigentes são responsáveis pelo que acontece no clube. “Não são todos, mas existem diretores que agem como torcedores. Em alguns casos, assuntos que eles devem tratar, abrem brecha para a torcida atuar no lugar da obrigação deles”, comentou o centroavante.