Em um de seus últimos atos como presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone acertou salários com o meio-campista argentino Riquelme, mas a nova gestão alviverde não se mostra empolgada com a possível chegada do reforço. José Carlos Brunoro deve ser anunciado como gerente de futebol até esta quarta-feira (23), e já reitera não ter certeza se o meia de 34 anos pode ser uma boa contratação.
“Penso em relação ao Riquelme exatamente da mesma forma que o Paulo Nobre. É necessário analisar o custo dele, sua condição física e que retorno pode dar dentro de campo antes de contratá-lo”, disse Brunoro.
Tanto o recém-eleito presidente Paulo Nobre quanto Brunoro evitam já descartar a chegada de Riquelme, mas o salário de US$ 210 mil (quase R$ 430) oferecido por Tirone e aceitado pelo jogador não agrada.
Apesar de Gilson Kleina ter se contentado com as informações que recebeu de que o meia manteve a forma mesmo sem jogar desde 4 de julho, existe nos dirigentes o temor de que ele queira ganhar dinheiro no último contrato da carreira – o acordo apalavrado com Tirone é de vínculo até dezembro de 2014.
Brunoro, contudo, ainda não pode falar como dirigente. Mas isso é questão de tempo. “O Paulo Nobre me apresentou o projeto dele antes da eleição e gostei. Devemos conversar hoje (terça-feira) ou amanhã (quarta-feira) e ele deve me fazer uma proposta. Vejo com bons olhos a minha volta”, comentou.
José Carlos Bruno trabalha atualmente como diretor executivo do Audax-SP e do Audax-RJ, times mantidos pelo Grupo Pão de Açúcar, mas avisa que não há nem multa estipulada para o caso de rompimento do contrato. O dirigente representou a Parmalat na co-gestão da empresa com o Palmeiras entre 1992 e 1996 e participou do encerramento do jejum de 17 anos sem títulos, conquistando os Paulistas de 1993, 1994 e 1996, os Brasileiros de 1993 e 1994 e o Torneio Rio-São Paulo de 1993