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Futebol

Nossa nada mole vida após a Copa do Mundo, Voltamos a realidade

Arquivo Geral

15/07/2014 8h35

Lucas Magalhães

lucas.magalhaes@jornaldebrasilia.com.br

 

Foto: Peu Ricardo/Jornal Folha de PernambucoEspanha x Holanda, Itália x Inglaterra, Alemanha x Portugal. Esses foram alguns clássicos que foram disputados apenas na primeira rodada da primeira fase da Copa do Mundo 2014. Depois de um mês e 64 partidas, onde os maiores craques do planeta desfilaram talento durante o Mundial, chegou a hora de voltar à realidade. 

E ela promete ser dura com o torcedor canarinho. As séries A e B do Campeonato Brasileiro estão de volta a partir de hoje e, com elas, a chance de assistir a partidas que não lembrarão em nada os duelos da Copa do Mundo. 

Mesmo assim, carentes de jogos do mais alto nível e sem os mesmos craques, a paixão dos torcedores brasileiros pelo clube de coração também fala alto. Depois de acompanhar as seleções, Flamengo, Vasco, Santos, Corinthians e outros times é que serão os responsáveis por manter viva a chama do futebol, ainda mais depois do desempenho da seleção brasileira, que amargou a quarta colocação. 

Flamenguista fanático, o vendedor Vaudiran Mendes acompanhou a Copa do Mundo do início ao fim. Agora, ele afirma que vai mudar a chave para o Brasileirão, enaltecendo a paixão pelo time. “Não deixo o Flamengo por nada”, diz. 

Se muitos estão lamentando a volta do Campeonato Brasileiro, Vaudiran aponta que há um ponto importante no torneio nacional, que ameniza a tristeza pelo fim do Mundial. 

“Conheço poucos campeonatos equilibrados igual ao Brasileirão. Aqui, o lanterna pode bater o líder. Acho que 12 ou 15 times têm chance de ganhar o campeonato. Na Europa, por exemplo, são, no máximo, quatro equipes que brigam por títulos nacionais”, opina. 

 

Atrações

O torcedor que, por um mês, se habituou a ver Messi, Robben e Cristiano Ronaldo, agora vai voltar à realidade de assistir a Brocador, Negueba, Flávio Caça-Rato e outros nomes “marcantes” do futebol brasileiro.

 

São vários os motivos para a depressão pós Copa


Os jogos-bomba desta matéria foram escolhidos a dedo. Isso porque, até agora, as equipes mandantes das partidas pouco empolgaram. As visitantes, na maioria dos casos, também não andam muito bem das pernas. 

Entre os duelos selecionados, a Chapecoense (SC) é o time que mais levou torcedores para o estádio até agora, com média de 11.042 pagantes por duelo. 

Na contramão dos milhares de presentes em uma partida alcançada pelos catarinenses, está o Oeste (SP). Na lanterna entre os times da Série B quando o assunto é torcida nas arquibancadas, a equipe do interior paulista tem média de apenas 433 pagantes por jogo. 

Com a média de público, o Oeste consegue preencher apenas 3,22% da capacidade do estádio onde manda suas partidas, o Estádio Municipal dos Amaros, em Itápolis. 

 

Vasco em baixa


Disputando pela segunda vez na história a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o cruz-maltino não vem exercendo boa campanha na competição. A situação do clube é semelhante dentro de campo e nas arquibancadas.

Com algumas contratações importantes, como a do goleiro uruguaio Martín Silva, que fez parte da Celeste Olímpica na Copa do Mundo, a equipe carioca ocupa apenas a 10ª posição na tabela. 

A colocação no quesito média de público é semelhante à da tabela de classificação. Com dez rodadas disputadas no torneio, o Vasco é o 8º que mais coloca torcedores no estádio, com 5.058 pagantes de média. 

O número é ligeiramente superior à média do campeonato, que é de 4.295 pagantes. 

O time que mais leva torcedores para o estádio é o Sampaio Corrêa (MA), com 13.569 pagantes.

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