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Futebol

Nobre tenta conter lado torcedor para clube "voltar a ser Palmeiras"

Arquivo Geral

22/01/2013 9h32

Com um terno esverdeado e o símbolo do Palmeiras no bolso do lado esquerdo, Paulo Nobre pouco deixou de sorrir em sua primeira aparição pública como presidente do clube. Admitindo ainda não ter assimilado a vitória nas eleições, o empresário de 44 anos promete conter seu lado torcedor para retomar a grandeza do Verdão.

 

“Com certeza absoluta, é a maior responsabilidade que já se apresentou na minha vida. Com seriedade e respeito, tentaremos fazer o Palmeiras voltar a ser Palmeiras com todas as letras maiúsculas nos próximos dois anos”, prometeu o novo mandatário, que ficará no cargo até dezembro de 2014.

 

Com os olhos brilhando diante de uma sala de entrevistas repleta também de conselheiros, Paulo Nobre lembrou que, como vice-presidente entre 2007 e 2009, bancou a reforma do local que serviu para sua primeira entrevista como presidente. “É uma honra estar sentado nesta cadeira. Eu não imaginava estar sentado aqui hoje”, comentou.

 

“Para ser muito sincero, sou palmeirense desde que me conheço por gente. Vim da arquibancada do futebol e tenho um trabalho político há 16 anos. A ficha não caiu ainda, vai acontecer com o tempo. Preciso de muito sangue frio e conter o torcedor que existe dentro de mim”, prosseguiu o recém-empossado, também ciente de que as exigências do cargo começarão com poucas horas na função.

 

“A partir de amanhã já vai ter gente me cobrando. Isso é normal em um clube de futebol popular como o Palmeiras. Mas acredito que a maioria das pessoas vai querer ver o trabalho que começamos a desenvolver. Se for positiva, teremos uma folga maior de tempo para trabalhar, mas a pressão no Palmeiras é o tempo todo. Faz parte, é normal”, concordou.

 

Por isso, a garantia é de empenho por uma revolução. “Escutei muito o termo ‘choque de gestão’ durante a campanha. Ele pode ser usado no meu caso”, assegurou, ressaltando sua intenção de separar a administração e as receitas de clube social e futebol, além de esforço para tornar esta novidade uma mudança estatutária no clube. Trabalho que será facilitado pelo fato de ter ao seu lado os quatro vice-presidentes que indicou: Mauricio Precivalle Galiotte, Genaro Marino Neto, Antonino Jesse Ribeiro e Victor Fruges, com todos voltados para trabalhar longe do futebol.

 

“Existia uma preocupação porque não escolhi meus vices por votos, mas para me ajudar na gestão. Eu os escolhi de maneira cirúrgica. Mas se mostraram ser primeiramente muito bons de votos. É bacana ver que este grande grupo formado pela ala mais contemporânea e a mais tradicional deu liga. Elegendo todos os vices, sem dúvida, me deixa com mais tranquilidade para trabalhar”, falou Nobre, convocando quem apoiou Perin para ficar do seu lado.

 

“Eu gostaria de contar na gestão com o grupo liderado pelo Mustafá, pelo Facchina, assim como do grupo do Della Monica, do Belluzzo e até as pessoas que estavam no Tirone. As campanhas e as eleições acabaram de acabar. Todos que estiverem imbuídos com a mesma filosofia terão uma vez”, discursou.

 

Assim, promete olhar até para rivais em nome do sucesso do Palmeiras. “Tudo que deu certo em clubes grandes do Brasil e do mundo pode ser copiado. O mercado repete o que dá certo, tanto que o Barcelona já copiou o Palmeiras. O Barcelona não tem um preparador de goleiros?”, indagou, lembrando que a função foi exercida de forma pioneira no clube por Valdir Joaquim de Moraes, nos anos 1970. “Copiar não é demérito, mas você tem que adaptar as coisas positivas às suas próprias características”, reiterou.

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