Mal os gaúchos tocaram na bola e o time da casa já conseguia o seu gol. Logo a um minuto de jogo, De Souza cobrou escanteio da direita e Sorondo subiu sem marcação para cabecear sem chances para Saja e abrir o placar.
O Defensor continuou pressionando e, por pouco, não ampliou no minuto seguinte. O mesmo De Souza cobrou falta da direita, a bola passou por todo mundo e quase enganou Saja, que conseguiu desviar coma perna e mandar a bola à escanteio. Acuado e nervoso, o Grêmio não conseguia trabalhar a bola e parava quase todos os ataques do rival com falta, permitindo que os uruguaios continuassem alçando as temíveis bolas na área.
O time brasileiro só conseguiu aparecer pela primeira vez no ataque aos 12 minutos, com Tuta e Tcheco, mas sem finalizar a gol. A partida era tensa, com os jogadores se estranhando e discutindo a todo instante. Os donos da casa já não chegavam mais com tanto perigo, mas continuavam tendo domínio absoluto da posse de bola. Já os visitantes tentavam controlar os nervos e armar uma boa jogada com a bola no chão, sem sucesso.
Aos 34 minutos, como sempre de bola parada, o Defensor chegou perto de ampliar. De Souza bateu falta de longa distância e Saja precisou se esticar todo no canto direito para mandar a bola para escanteio. Três minutos depois, a sorte do Grêmio parecia que começava a mudar. González matou um contra-ataque puxado por Carlos Eduardo e, como já tinha cartão amarelo, acabou expulso de campo.
Com um homem a mais, o Grêmio partiu para cima e teve grande oportunidade de empatar aos 39. Depois do escanteio, a bola sobrou para William bater, mas Silva operou um milagre e tirou em cima da linha. Empolgado e já mais bem organizado, o Tricolor acabou falhando mais uma vez na bola parada e viu o Defensor chegar ao segundo gol aos 42 minutos. Pereira cobrou falta da esquerda e Martinez se antecipou a Saja para balançar as redes.
Para o segundo tempo, o técnico Mano Menezes sacou o volante Nunes e mandou o atacante Amoroso a campo. Mais tranqüilo, o Grêmio passou a dominar a posse de bola e aproveitou o recuo do rival para pressionar. O time brasileiro, no entanto, não conseguia finalizar a gol. Os tricolores tocavam a bola na intermediária, aproveitavam melhor os lados do campo, mas encontravam enorme dificuldade para chutar em boas condições e não arriscavam de fora da área.
A primeira vez que chegou com certo perigo foi aos 27, em cobrança de falta de Diego Souza que Silva defendeu com tranqüilidade. O tempo ia passando e o Defensor, totalmente recuado, conseguia seu objetivo de não sofrer gol
O técnico tricolor ainda colocou Ramon na vaga de Tuta, mas o panorama continuou o mesmo até o fim: O Defensor retrancado, fazendo cera, e o Grêmio não conseguindo construir sequer uma chance real de gol.