O retorno do Palmeiras à capital paulistana depois do empate por 2 x 2 diante do Vasco da Gama tinha tudo para ser tranqüilo, pois o ponto conquistado no Rio de Janeiro deixou a equipe na terceira posição do Campeonato Brasileiro e mais próximo de uma vaga à Libertadores de 2008.
Um fato acontecido no início da tarde, no entanto, mudou o panorama do desembarque da delegação alviverde: a declaração de Paulo Schmmit, procurador-geral do STJD, sobre uma possível suspensão preventiva ao chileno Valdívia, expulso domingo por ter agredido o atacante Alan Kardec, do Vasco.
“Que critério é esse? Por que só contra a gente? Normalmente o julgamento teria que acontecer na próxima semana. Tem que ter coerência e critério para todos, e não agir diferente só porque é o Valdivia”, bronqueou o goleiro Diego Cavalieri.
“Estou surpreso e chateado, pois o futebol está virando uma bagunça. Esses conceitos têm de ser revistos. Um monte de gente faz de tudo em campo, pega penas pesadas e depois as penas não valem mais. Não dá nem vontade de falar, senão posso ser punido também”, completou.
O zagueiro Gustavo também foi abordado sobre a possível punição a Valdívia, mas, ao contrário do goleiro, preferiu economizar nas críticas ao STJD e abusar dos conselhos ao camisa dez do Verdão. “A situação dele é difícil, pois a cada jogo a marcação aumenta. Ele precisa ter tranqüilidade para não perder a cabeça, mas, contra o Vasco, acho que a expulsão foi justa”, finalizou.
Cercado pelos seguranças do clube, Valdívia desembarcou com pressa, não falou com a imprensa que compareceu ao Aeroporto de Congonhas e foi direto para o carro de um amigo, que o aguardava. O técnico Caio Júnior e os dirigentes palmeirenses também não puderam ser ouvidos, pois vieram para São Paulo em um vôo separado, antes do desembarque do elenco.