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Futebol

No Corinthians, jogadores condenam ameaças a Marquinhos

Arquivo Geral

14/02/2007 0h00

A decisão de Marquinhos de deixar o Corinthians, depois de receber ameaças de morte por telefone, continua repercutindo no clube. Apesar de rechaçarem a possibilidade de o elenco enfrentar um clima de insegurança, os jogadores do Timão lamentaram o episódio com o colega.

O zagueiro Betão, que recebeu uma enxurrada de críticas ao ser um dos responsabilizados pela eliminação do Timão na Libertadores do ano passado, se mostrou bastante chateado com a situação vivida pelo amigo, com quem atuava desde as categorias de base.

“Fiquei chateado porque conheço o Marquinhos desde pequeno. Além disso, é ruim ver o rumo que o futebol está tomando. Não acontece isso só no Corinthians, é algo geral. A Itália também teve problemas, na Colômbia tem jogador que é assassinado”, desabafou.

Betão ainda tratou de evitar condenar toda a massa corintiana pelo que ocorreu com o zagueiro. “Não pode generalizar como sendo a torcida do Corinthians, pois foi uma pessoa que tinha o telefone dele e pode ter ligado só para importunar”.

Marquinhos foi formado nas categorias de base do Parque São Jorge, mas nunca foi unanimidade no clube. O atleta falhou no clássico contra o São Paulo e acabou cometendo o pênalti que resultou no segundo gol do rival. Depois de ser ameaçado em conseqüência de sua atuação, o zagueiro pediu para deixar o clube e teve apoio do técnico Emerson Leão e do diretor de futebol, Edvar Simões.

No entanto, a direção do clube ainda aguarda alguns dias para voltar a conversar com o atleta e ver se ele muda de idéia. Diante da situação do defensor, o atacante Amoroso seguiu o discurso de Betão e também condenou a ameaça.

“O Marquinhos é um grande jogador e acabou errando, como pode acontecer com qualquer um. Não é uma situação fácil para o jogador ter sua família ameaçada. Se todo mundo que errar passar por isso, o que seria do futebol? Errar é humano”, afirmou.

O zagueiro Marcos Vinícius, por sua vez, aceitou a decisão do colega de atuar em outra equipe. “É complicado porque é um assunto particular. Ele quer respirar novos ares, está certo. Acho que quem joga no Corinthians sabe a pressão, mas estou tranqüilo”, completou.

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