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Futebol

No Candangão, um vai morrer pela boca

Arquivo Geral

02/05/2013 9h30

O sol castigou as 1.110 pessoas que estiveram no Abadião para acompanhar o empate por 1 x 1 entre Ceilândia e Brasiliense, na primeira final do segundo turno do Campeonato Candango. 

 

O calor era tanto que esquentou até mesmo o jogo, repleto de faltas e ríspidas entradas, principalmente por parte do time da casa. Ligeiramente melhor durante o jogo, o Brasiliense abriu o placar com Rodrigo Tiuí, aos 23 minutos do segundo tempo. 

 

O Ceilândia não conseguia construir jogadas. No fim do jogo, porém, o Gato fez valer o combustível a mais dos jogadores que entraram no decorrer da partida e, somado ao cansaço do Jacaré, chegou ao gol de empate, em cabeçada de Clécio, aos 35 minutos da segunda etapa.

 

Com o resultado, o Brasiliense manteve a vantagem do empate e, agora, joga por mais um resultado igual para levantar a taça do turno.

 

Cabeça Quente

No fim do jogo, surgiram vários gritos de pessoas que estavam dentro do vestiário do Ceilândia, todos em direção ao goleiro Welder. “Esse cara aí que está gritando é um babaca! Ele não me desconcentra em nada. O resultado aqui foi ótimo, viemos para não perder e foi o que conquistamos”, rebateu o goleiro.

 

Mesmo em desvantagem, o atacante Dimba mostra confiança. Ao final, ele aproveitou para cutucar o adversário. “As coisas vão ser resolvidas lá na Boca do Jacaré. É lá onde nós gostamos de jogar”, disparou o veterano.

 

Confiança dos dois lados

Para o volante do Jacaré Júlio Bastos, a volta ainda será mais pegada: “Acho que será mais acirrado. O resultado continua o mesmo. Precisamos entrar mais ligados que hoje (ontem) para não levarmos gol.”

 

Autor do gol de empate, Clécio acredita que fora de casa o Ceilândia também encontrará grandes dificuldades: “Necessitamos dessa vitória, mas temos 90 minutos para  conquistar o resultado positivo.”

 

Entrar para matar

Artilheiro do Brasiliense e um dos únicos com chance de atingir o número de 11 gols de Laécio, do Sobradinho, Washington acredita numa postura mais cautelosa. “Vamos entrar para decidir a partida, mas temos que administrar a vantagem”, prevê. (M.E.P)

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