O meia holandês Clarence Seedorf, novo reforço do Botafogo, afirmou nesta segunda-feira que seus 36 anos não vão impedí-lo de jogar em alto nível.
“Minha idade é um fator importante, mas tenho experiência para me preparar bem e para me apresentar em alto nível”, afirmou hoje em sua primeira entrevista coletiva no Rio de Janeiro.
O consagrado jogador,que estava no Milan antes de acertar com a equipe brasileira, também passou por clubes como Real Madrid e Inter de Milão.
O holandês afirmou que começará a treinar com o restante do elenco a partir de amanhã, mas não sabe quando terá condições de estrear com a camisa alvinegra. “A festa terminará amanhã, quando começa o trabalho normal. Vou alcançar a forma física e técnica o mais rápido possível. O caminho é longo”, afirmou o meia.
O jogador, que foi recebido por milhares de torcedores em sua chegada, na sexta-feira, e no sábado participou da apresentação à torcida, no Engenhão, recebeu, nesta segunda-feira, uma homenagem do prefeito Eduardo Paes, que lhe entregou uma camiseta com a frase “Seedorf, o mais carioca dos holandeses”.
O novo camisa 10 do Botafogo não escondeu que o coração tem batido forte nos últimos dias. “Os primeiros momentos no Rio foram emocionantes. É um motivo de muito orgulho ser recebido assim no país de onde vêm os melhores jogadores do mundo. A torcida é maravilhosa. Agradeço o carinho que recebi”, afirmou.
O craque holandês está confiante no potencial da equipe brasileira. “O Botafogo tem que sonhar com títulos. Sonhar alto”, disse Seedorf, que assinou um contrato por dois anos e receberá cerca de 9 milhões de dólares (cerca de R$ 18 milhões).
Sobre as chances da equipe conquistar o título nacional em dezembro, o meia comparou o time a uma das maiores surpresas do futebol mundial. “Em 2004, a Grécia ganhou a Eurocopa. Por que o Botafogo não pode ganhar o Campeonato Brasileiro?”, indagou.
Durante a entrevista, Seedorf mostrou que tem um bom conhecimento do futebol brasileiro e disse ser torcedor do futebol do país.
“Quando tinha 10 anos, chorei quando Brasil foi eliminado do Mundial (de 1986). No Suriname (seu país natal) as pessoas apoiam duas equipes: Holanda e Brasil. No Real Madrid era companheiro de quarto de Roberto Carlos. Com ele aprendi a falar português. Cresci com o Brasil toda minha vida”, afirmou o holandês, que é casado com uma brasileira e passou várias temporadas de férias no país.
O craque ainda lembrou do pai, ao falar do conhecimento que tinha do futebol do Brasil. “Botafogo, Flamengo, Fluminense… Meu pai tinha fotos dessas equipes no quarto. O nome do Botafogo sempre o conheci e agora tenho o prazer de estar no clube”, afirmou.
Seedorf revelou que sua negociação com o Botafogo começou há cerca de ano e meio. O holandês disse que pensou muito antes de responder à proposta, mas que aceitou quando teve a garantia de que o clube do Rio de Janeiro tinha um projeto ambicioso: “voltar a ser reconhecido a nível nacional e mundial”.
Depois de vencer o Bahia por 3 a 0 no último sábado, o Botafogo está na sétima colocação do Campeonato Brasileiro. Na próxima rodada, a equipe enfrentará o rival Fluminense, no Engenhão