Enquanto a delegação colorada voltava ao Brasil ao som de pagode, o zagueiro Índio lembrava da infância humilde em Maracaí, interior de São Paulo, dos primeiros passos no futebol até a conquista do Mundial de Clubes com o Internacional.
“Fiquei muito feliz e emocionado com esse título. Dentro do avião, comecei a fazer uma reflexão sobre minha vida. Lembrei de quando comecei a jogar bola, com toda a dificuldade. É bom poder acordar hoje e lembrar do tempo que vendia pastel na feira, sorvete, para viver”, rememorou o jogador.
Não foi só Índio que se emocionou. O meio-campista Edinho era outro que não escondia a satisfação com o título mais importante da carreira. “Era um sonho de quando era moleque. Ainda não deu para entender o que conseguimos. Talvez só quando chegarmos em Porto Alegre vamos ter uma dimensão”, comentou.
Realizado profissionalmente aos 31 anos, Índio espera conseguir mais glórias com o Colorado. “Saber que hoje você é referência para a sua família, que deu alegria à torcida, é muito bom. Tenho que continuar trabalhando com fé em Deus”, afirmou o zagueiro.