Assim como a fábula do pai que corre em cima da hora para comprar um presente ao filho, a massa não pode reclamar da diretoria do Atlético-MG neste Natal. Em plena época de festividade, o assessor especial da presidência, Hissa Moysés, fez plantão na sede de Lourdes. O motivo, claro, era o acerto com o atacante Marques, ídolo intocável das arquibancadas.
“Amanhã (hoje), estarei de plantão na sede do Galo e espero receber uma ligação do Aurélio Dias (procurador do Marques) para fecharmos o negócio”, justificou o dirigente, ao jornal O Tempo. A discussão em torno do tempo de contrato impossibilitou um acerto entre cartolas e jogador. Com 34 anos, o Galo quer o atacante por apenas uma temporada. O procurador pede duas.
“Eles querem fazer por um ano. Nós queremos e só aceitamos dois anos. O Marques já cedeu em valores, dinheiro. Não é qualquer um. Ele só quer respeito. Ele nunca tratou o Atlético como trata os outros clubes. É bom lembrar que o Marques abriu mão de uma ação trabalhista já julgada. Foi muito dinheiro”, explicou Dias ao site Superesportes.
De fato, a própria diretoria alvinegra reconhece que Marques abriu mão de cerca de 60% da dívida de R$ 5 milhões que o clube tinha com ele em sua última passagem, no fim de 2005. O restante entrou para o condomínio de credores criado para equacionar as dívidas trabalhistas, mas boa parte do valor foi reduzido ainda mais na transferência do jogador para o Yokohama Marinos-JAP.
O receio da diretoria se mostra acertado, afinal, no último ano, Marques atuou apenas em duas oportunidades os 90 minutos de uma partida. Sua contratação soa mais como um prêmio à massa, que na última semana, no desembarque do jogador