Um dos temas da conversa de Ney Franco com o elenco do São Paulo, na quinta-feira (25) após o empate em 0 a 0 com a LDU de Loja, pela Copa Sulamericana, foi a pequena discussão entre o treinador e o goleiro Rogério Ceni durante a partida. Apesar de a imprensa tratar o assunto como delicado e polêmico, o papo do comandante não levou mais do que cinco minutos.
“Tivemos uma reunião proveitosa, da qual o grupo saiu ainda mais fechado. Esse tópico foi abordado muito objetivamente, nada de ‘lengalenga'”,disse o treinador, um dia depois de o goleiro também ter concedido entrevista para falar do assunto.
“Não fiquei fantasiando história ou criando fantasma. Queria redefinir o papel de cada um no nosso trabalho. Meu papel, o papel dos jogadores, da comissão técnica, do preparador físico, dos médicos, da assessoria de imprensa, dos diretores. Queria deixar isso muito bem especificado e consegui”, reforçou.
O atrito se deu porque Ceni queria que Ney Franco colocasse Cícero em campo, na quarta-feira. O treinador não atendeu ao pedido do capitão e substituiu Ademilson por Willian José, gerando irritação no arqueiro. Ao fim do jogo, desaprovou publicamente a atitude do jogador. Nesta sexta, ratificou que é aberto ao diálogo e à troca de experiência, porém não aceitará interferência durante as partidas.
“Independentemente do episódio, isso não vai mudar na minha carreira. É um método vencedor que não tem porque não dar certo aqui”, argumentou, ressaltando que não tem medo de ser demitido. “Não tenho preocupação nenhuma em perder emprego. Sei muito bem qual minha função. No momento em que um entra na área do outro, começa a haver problema”.
Ainda mais fechado depois da conversa, segundo Ney Franco, o time volta a campo às 16h (de Brasília) deste sábado (27), pelo Campeonato Brasileiro, diante do Sport, no Recife. O São Paulo é o quarto colocado, com cinco pontos de vantagem para o Vasco, primeiro time fora do G-4.