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Futebol

Nervosismo benéfico

Arquivo Geral

18/09/2013 8h32

Desde que chegou ao Brasiliense ainda no início do primeiro turno da Série C do Brasileiro, o técnico Roberto Fonseca mostrou uma característica forte e rara atualmente: não fugir das perguntas. Nem quando indagado sobre os problemas com o ataque que não marca gols nem quando questionado a respeito de  alguns ruins desempenhos, Fonseca evitava as polêmicas.

 

Agora com a equipe arrumada e em ascensão no Grupo A, o forte temperamento de Roberto tem se refletido dentro de campo. Sempre gesticulando bastante nos jogos, seja com seus jogadores ou com marcações da arbitragem, o técnico já teve duas expulsões no torneio. A última foi contra o Fortaleza, no empate fora de casa por 2 x 2 no último domingo. “Não aceito ver minha equipe ser prejudicada em alguns momentos. Não tenho muitas expulsões, mas acho que nestes jogos fora de casa, até mesmo por conta de nossa ascendência, sentimos que se tivesse que ter um prejudicado ali, seríamos nós”.

 

Sem problemas

 

Na segunda-feira, o treinador foi julgado por sua primeira expulsão, na vitória por 2 x 1 sobre o Sampaio Corrêa-MA, em 17 de agosto. Na súmula da partida, o  árbitro Fledes Santos relatou que o treinador teria ofendido a bandeirinha Márcia Bezerra  (RO) dizendo “Você tinha que estar na cozinha”. Com muita tranquilidade, o treinador acredita que os problemas que têm acontecido entre Brasiliense, com dez jogadores pendurados e um cumprindo suspensão, e a arbitragem do campeonato são normais. “A Série C é muito  competitiva, é sempre uma guerra. Às vezes, os árbitros cedem por conta da pressão da torcida. No último jogo, tinha quase 20 mil pessoas lá”.

 

Roberto ficará de fora das próximas duas rodadas, quando o Jacaré enfentará Águia de Marabá e Treze, dentro de casa. Para ele, sua ausência não será problema. “As escalações, o comando e as trocas são todas minhas”, comentou.

 

Assim, ele conquistou o seu elenco

 

Ao  favor de Roberto Fonseca, o bom retrospecto de sete vitórias, em 14 jogos e somente três vitórias. O estilo de fortes palavras do treinador tem dado certo no clube do Distrito Federal, que não emplaca uma boa campanha na Série C desde que caiu em 2010. Nem mesmo as expulsões têm afetado o comportamento da equipe, que tem desempenhado boas partidas, principalmente fora de casa. “Eu tento jogar junto com meus jogadores. Outro dia desses até o Baiano comentou sobre isso. Eu quero vencer e passo isso para eles”, justifica.

 

Sempre pulso firme

 

Desde sua chegada, o treinador tem cobrado empenho dos diversos setores, inclusive do ataque, que, apesar da boa campanha, não vem tendo um desempenho tão bom. Quando chegou ao Jacaré, a parte ofensiva foi inclusive alvo do técnico na derrota por 1 x 0 para o Luverdense dentro de casa. “Um time que fez três jogos no campeonato e praticamente não fez gol, é óbvio que precisamos fazer trocas ofensivas”, detonou na época.

 

 O tempo passou e depois de consolidado o trabalho, o técnico acredita que sua filosofia foi bem assimilada. “Disse para eles que quem que quer vencer, sempre vai estar do meu lado. O grupo comprou a ideia e está correndo atrás do objetivo. Somos um grupo muito unido e isso tem feito a diferença nos momentos difíceis”, afirmou. (M.E.P.)

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