Depois do empate contra o Fortaleza, no Morumbi, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, deixou claro que não guarda mágoas pelo fato do meio-campista Zé Roberto ter acertado com o rival Santos. O jogador realizou a recuperação de uma cirurgia no joelho no Reffis do CCT da Barra Funda.
Nesta quinta-feira, Juvenal Juvêncio deu mais detalhes sobre o contato com o atleta no dia anterior. “Negociamos até meia-noite, quando o liberei. Até levei um advogado junto para a assinatura do contrato”, destacou o dirigente. “Ele saiu da conversa com uma dúvida entre Atlético de Madri e Santos”, completou.
Segundo o presidente são-paulino, não houve condições do São Paulo pagar o que foi exigido por Zé Roberto. “Gostamos muito do atleta, que tratou conosco. Em determinado instante, ele falou que queria ficar no Brasil. Mas temos maturidade, consciência das rendas do futebol brasileiro. Falamos que não íamos pagar o que queria”, disse.
Além de Zé Roberto, Juvenal Juvêncio reforçou o discurso de que o Tricolor ainda não pode pensar na aquisição do atacante Dagoberto, que permanece com um problema jurídico com o Atlético-PR. “Não devemos falar na sua contratação com essa questão junto ao seu clube”, confirmou.
Desabafo
A grande bronca de Juvenal Juvêncio ainda está com Carlos Eugênio Simon, que apitou o jogo do final de semana contra o Flamengo. Na visão do dirigente, o gaúcho ficou com mágoa devido à exigência do Tricolor em jogar as finais da Libertadores do ano passado com árbitros estrangeiros.
O presidente são-paulino aproveitou a ocasião para desabafar: ”É preciso respeitar as instituições. O corpo de atletas custa muito caro. O futebol brasileiro vive de milagres no ponto de vista financeiro. Quanto clubes estão quebrados? Trabalhamos para não ter parcerias no futuro”, questionou.