A aquisição de mais 10% dos direitos do lateral-esquerdo André Santos pelo Corinthians continua pouco esclarecida. Nesta segunda-feira, o Timão anunciou o aumento de sua participação sobre o jogador, mas não falou em valores ou os motivos que levaram a empresa Turbo Sports a presentear o clube com parte do atleta. Um dia depois, as perguntas seguem sem respostas oficiais.
No comunicado divulgado na segunda, a diretoria alvinegra informa apenas que contou com “recursos integralmente provenientes da empresa” para comprar ‘no final de setembro’ os 50% dos direitos econômicos que ainda pertenciam ao Figueirense. A demora para o anúncio oficial da negociação, já em meados de outubro, também não foi explicada.
O diretor-técnico Antônio Carlos, único da diretoria a falar sobre o assunto, não sabe detalhes sobreo grupo que virou dono da maior parte dos direitos de um dos maiores destaques do time na temporada. O vice de futebol Mário Gobbi não responde a telefonemas, enquanto o presidente Andres Sanchez está viajando.
Já o Figueirense confirmou a venda da sua porcentagem do atleta na noite desta segunda-feira, mas disse não ter negociado diretamentecom a misteriosa “Turbo Sports”. Presidente da Figueirense Participações e empresário de André Santos, José Carlos Lages também não atendeu as chamadas da reportagem nesta terça.
Com a falta de esclarecimentos sobre a negociação, surgiu a suspeita sobre o fato de o lateral-esquerdo já estar vendido a um time do exterior. Pelo menos na nota, o Corinthians garante que a “permanência do jogador está garantida e uma eventual transferência somente ocorrerá quando houver uma proposta interessante para o clube e para o atleta”.
Com a entrada da Turbo Sports, os direitos econômicos de André Santos agora estão divididos da seguinte forma: 40% para a empresa, 37,5% para o Corinthians e 22,5% para o D.I.S. O jogador sabia da intenção do Timão em ficar com a porcentagem do Figueira, mas também não sabe quem é o grupo.
O D.I.S, do Grupo Sonda, adquiriu a porcentagem de André, além de 22,5% dos direitos do atacante Dentinho e 25% do zagueiro Renato por R$ 5,4 milhões em junho. O dinheiro acabou sendo usado pelo clube para o pagamento de dívidas. Na época, o lateral também não sabia mais detalhes sobre a negociação.
A parceria com a Turbo Sports e o “ganho” de mais 10% dos direitos sobre o lateral são mais um episódio polêmico em que se envolve a diretoria corintiana nos últimos meses. No caso mais recente, o empresário Carlos Leite, do técnico Mano Menezes, emprestou R$ 600 mil ao clube para as contratações de Wellington Saci e Eduardo Ramos, ambos representados pelo próprio agente.