Depois do apito, a tietagem com o craque Falcão não foi como no jogo contra as Ilhas Salomão. Poucos cubanos pediram para posar ao lado do melhor jogador do mundo no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Mas, no placar, uma coisa em comum: a goleada. Em jogo um pouco mais truncado, o Brasil, que já entrou em quadra classificado, fez 9 a 0 na seleção de Cuba, que começou a partida sabendo que não avançaria na competição. O jogo foi o último do Brasil na Capital.
No início, o Brasil arriscava alguns chutes, mas não conseguia levar muito perigo. A seleção cubana conseguia segurar o ímpeto brasileiro. Mas, aos 4 minutos, o gol saiu num rápido contra-ataque. Lenísio deixou Shumacker na cara do gol para abrir o placar.
Pouco tempo depois, Cuba levou perigo. O Brasil bobeou no meio da quadra, e os cubanos roubaram a bola. Franklin teve de fazer duas defesas seguidas, salvando o Brasil do empate.
Apesar do susto, Cuba não conseguia mais chegar ao gol brasileiro. Quando conseguiam sair de seu campo, os jogadores cubanos se atrapalhavam, passando errado, sem domínio da bola
Faltando 12 minutos para o fim do primeiro tempo, o Brasil fez o segundo. Em rápida cobrança de lateral, Wilde ficou cara a cara com o goleiro cubano Gargo, ampliando o placar.
Durante a primeira etapa, o Brasil desperdiçou muitas chances. Às vezes por falta de pontaria. Mas a boa atuação de Gargo parecia atrapalhar a expectativa de uma nova goleada.
Aos 13 minutos, Betão foi derrubado dentro da área. Pênalti. Falcão se prepareu para bater, provocando muito barulho no ginásio. O craque bateu entre as pernas do goleiro cubano, marcando o terceiro gol brasileiro.
O quarto gol quase veio dois minutos depois. Vinícius chutou cruzado e Carlinhos empurrou, mas a trave apareceu no caminho. Segundos depois, Betão fez linda jogada, encobrindo Gargo. Mas, novamente, a trave impediu o gol.
Na jogada seguinte, para acabar com a agonia, Wilde apareceu cara a cara com Gargo, tocou no canto e fez o quarto gol brasileiro.
O quinto veio de uma bela tabela de Lenisio com Shumacker, que bateu no canto. A etapa inicial terminou assim: 5 a 0.
Segundo tempo
Cuba voltou à quadra como se o primeito tempo tivesse terminado sem gols. A seleção não queria se entregar e continuou a buscar o gol.
Logo no início do segundo tempo, Vinícius recebeu livre e tocou de canhota na saída do goleiro de Cuba, fazendo o sexto.
Um minuto depois, o goleiro Rogério, que substituiu Franklin, fez falta fora da área e recebeu cartão amarelo.
Faltando 16 minutos para o fim do jogo, o cubano Mesa fez falta por trás em Vinícius e também foi punido com o amarelo. Na cobrança, Ciço rolou para Falcão, que encheu o pé e estufou a rede: 7 a 0.
No minuto seguinte, Ciço atropelou o cubano Morales. Mais um cartão amarelo no jogo.
Com a goleada, o Brasil passou a ter mais posse de bola, e os cubanos pareciam perdidos em campo.
Faltando 13 minutos para o fim, em um rápido contra-ataque, Betão marcou o oitavo de esquerda. Falcão começou a ensaiar um show, aplicando belas “canetas” (bola entre as pernas) nos adversários.
Aos 14 minutos, Betão fez o nono depois de uma linda jogada brasileira. Em uma rápida troca de passes, o Brasil foi chegando ao gol defendido por Gargo, e Betão só empurrou.
Então, Cuba resolveu ficar toda atrás. Só saía para o jogo quando tinha a posse de bola, e, mesmo assim, cautelosa.
No finalzinho, o goleiro Rogério arriscou um chute dentro da quadra cubana, mas o chute parou nas mãos de Gargo.
Com a goleada, o Brasil terminou a 1ª fase da Copa do Mundo em primeiro lugar no grupo A, e embarca para o Rio de Janeiro, onde fica até o fim da competição.