“Eu não vou chorar”. Foram com essas palavras que o atacante Aloísio iniciou sua entrevista de despedida do São Paulo. Um dia depois da saída oficial do zagueiro Alex Silva, foi a vez de o atacante dar adeus ao Tricolor nesta terça-feira. A promessa de não derrubar lágrimas até que foi cumprida, mas o jogador engasgou quando falou sobre o técnico Muricy Ramalho.
Aloísio, que sempre elogiou o treinador durante sua passagem pelo Tricolor, revelou nesta terça-feira que só foi mantido no clube por insistência do comandante, depois da eliminação da equipe nas oitavas-de-final da Copa Libertadores do ano passado.
“Eu considero o Muricy como um pai. Nas horas em que eu via que não estava muito bem, eu falava com ele. É uma pessoa que sempre conversava comigo e eu agradeço muito o que fez por mim. Quando perdemos a Libertadores para o Grêmio, muitos queriam mandar embora eu, o Souza e o Leandro. Mas ele me bancou e fomos campeões brasileiros”, afirmou.
Aloísio acertou na semana passada sua transferência para o Al-Rayyan, do Catar, clube em que cumprirá contrato de 11 meses. De saída do Morumbi, o jogador admitiu a importância de sua descontração no ambiente do São Paulo.
“O importante para o jogador é ter humildade, respeito e caráter. Você não vive só de vitórias. Por isso, quando acontece a derrota, tem de fazer de tudo para animar o grupo para a próxima partida. O São Paulo é uma família e vou levar isso no coração”, afirmou o jogador, que reiterou seu agradecimento ao treinador do clube.
“Eu vivi três anos neste clube e tenho de agradecer ao presidente, à diretoria e à comissão, principalmente ao Muricy, que não foi só um treinador, mas um pai para mim. Ele me segurou quando muitos queriam minha saída. Por isso, acho importante sair de cabeça erguida e sabendo que deixei uma imagem muito boa aqui”, concluiu.