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Futebol

Na cola de Andrade

Arquivo Geral

11/06/2013 11h00

O dilema vivenciado pela diretoria do Flamengo pode beneficiar o atualmente interino Jaime de Almeida. A dúvida  da cúpula do Rubro-Negro é se segue com seu plano de conter os gastos ou investe em um técnico renomado para comandar o time no Campeonato Brasileiro, após a parada para a Copa das Confederações.

 

Há duas décadas na Gávea, contando com o tempo de jogador, Jaime de Almeida pode “correr o mesmo risco” de viver situação parecida com a de Andrade. O craque dos anos 80 foi efetivado após conseguir bons resultados e acabou levando o Urubu ao hexa. “Deveriam dar uma oportunidade para o Jaime continuar. O Flamengo está com essa política de não gastar muito e o Jaime se encaixa bem. Além disso, está há anos no clube. E saber como é o Flamengo internamente é fundamental para ter sucesso”, declarou Andrade, em entrevista ao Jornal de Brasília

 

Desacordo

Andrade, entretanto, não negaria se fosse chamado para voltar à Gávea, mas também não escondeu ter sido contra a demissão de Jorginho. “Infelizmente, futebol é resultado. Ninguém vê o trabalho. O Jorginho pediu vários reforços e chegou só o Marcelo Moreno. Precisa de duas ou três peças no Flamengo. Um zagueiro e um meia, já que o Carlos Eduardo não deu certo”, analisou.

 

Segundo o Tromba, como é conhecido, o Flamengo não está muito abaixo de nenhum time. “O Campeonato está nivelado por baixo até o momento. Não tem nenhum time voando alto”, aponta Andrade, desempregado.

 

Jorginho tenta se justificar

Quatro dias após ser demitido do comando do Flamengo, o técnico Jorginho concedeu entrevista coletiva no escritório de seu empresário, Claudio Guadagno, na manhã de ontem, e explicou detalhes sobre sua saída depois de 14 jogos à frente da equipe. Jorginho preferiu um discurso polido, evitando críticas à diretoria e aos jogadores. 

 

“Foi passada para mim toda essa situação financeira, o momento do Flamengo. Poderíamos receber reforços de peso. Dos que chegaram diretamente por mim, Moreno e Roger Carvalho. Os outros foram observações feitas pela diretoria e aprovadas por mim. Paulinho, Diego, Val, Bruninho, que não tivemos oportunidades de usar. Foi passado que eles fariam todos os esforços por alguns nomes que eu havia sugerido. Não vou citar, mas eram jogadores com passagens por time grande. Conversei sobre isso com o Wallim, no momento em que estavam decidindo minha saída, e disse que não era a proposta que me foi passada”, afirmou.

 

Com experiências como jogador e treinador, Jorginho reconheceu que comandar uma equipe como o Flamengo é muito mais difícil do que apenas vestir a camisa, entrar em campo e jogar.

 

“Nada do que a gente conversa internamente fica sem vazar para a imprensa. Em todo lugar tem um X-9. Esse é o Flamengo, e a gente tem que conviver”.

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