Menu
Futebol

Muricy recorda passagem pelo Internacional ao projetar desafio futuro

Arquivo Geral

01/12/2015 10h00

O período que Muricy Ramalho passou ausente dos gramados parece estar chegando ao fim. Fazendo mistério ao falar sobre os planos para 2016, o treinador admitiu que já está apalavrado com um clube brasileiro motivado pelo desafio de implantar um projeto. Na última segunda, durante um encontro no interior paulista para discutir questões vigentes no futebol brasileiro, relembrou até a passagem pelo Internacional como exemplo do que procura para o novo clube, mantido ainda sob sigilo.

Com aparência saudável e aura renovada, Muricy, que completou 60 anos na última segunda, aparentou estar mais leve após os oito meses afastado. A companhia da família, com a qual voltou a partilhar diversos momentos únicos, desde um almoço de fim de semana a uma viagem no feriado, transformou o semblante do treinador, que por ora abandonou a faceta carrancuda das entrevistas pós-jogo e assumiu postura contemplativa diante da iniciativa para discutir formas de disputa e preparação, além do calendário de competições no futebol brasileiro.

Dono de opiniões contundentes e postura irreverente frente aos colegas, preferiu não se declarar com relação ao futuro clube, mas admitiu que negociações já estão em andamento. “A procura foi boa, tiveram quatro clubes fortes aí, clubes grandes e interessantes. Eu acho que as coisas têm que ser feitas de forma correta, com certeza na semana que vem já estará acertado”, disse, citando o trabalho desenvolvido no Internacional em 2004, quando montou o grupo que seria campeão da Copa Libertadores e do Mundial dois anos depois.

“Todas as cidades que eu tive consulta eram excelentes. Eu escolhi mesmo pelo pensamento parecido com o meu, pessoas com vontade de mudar as coisas, fazer as coisas de forma correta. O que eu analiso é onde você pode deixar algo a mais, não só com relação aos resultados. É a coisa de querer crescer com o clube, como foi com o Internacional em 2004. Colaborei com o Inter em um projeto e depois o time foi campeão do mundo. Isso é o que eu mais quero agora”, declarou, assumindo foco total em questões como planejamento e filosofia de trabalho.

O discurso a favor da continuidade foi justificativa de Muricy ao comentar sobre a instabilidade dos técnicos que só não abateu Tite, campeão com o Corinthians. Defendendo a categoria, o técnico criticou o alto escalão. “Tem que mudar a gestão, as pessoas que dirigem. São elas que contratam e demitem rapidamente. No Brasil se contrata porque tem jogo na quarta, e se não ganhar, quinta é mandado embora. Se olharmos, os times que ganharam nos últimos anos repetiram treinadores”, argumentou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado