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Futebol

Muricy pede paciência ao saber que Breno será liberado no dia 20

Arquivo Geral

05/12/2014 19h52

Ao ser informado nesta sexta-feira que o zagueiro Breno estará livre para voltar ao Brasil a partir do dia 20, Muricy Ramalho voltou a pedir cautela. O treinador do São Paulo ressaltou que ele precisará de tempo para se readaptar ao futebol depois de ter sido preso na Alemanha, em 2011, por atear fogo na própria casa.

“O que eu sei é que o lado social dele está melhor, que ele começou a ser reintegrado na sociedade de novo. Mas a gente tem que ter muita paciência. O São Paulo está olhando com carinho mais o lado humano agora. Não estamos fazendo uma grande contratação, estamos recuperando um cidadão”, disse.

Segundo o jornal Bild, cumpridos dois terços de sua pena, o brasileiro de 25 anos terá liberdade condicional daqui a menos de duas semanas. Uma porta-voz do Tribunal de Justiça da Baviera informou que haverá certas regras de conduta a serem cumpridas a partir de então.

Preso após incendiar a própria casa, em setembro de 2011, Breno foi condenado a três anos e nove meses. No final do ano seguinte, o São Paulo anunciou contrato até outubro de 2015 com o defensor que revelou, “visando dar segurança, estabilidade e acima de tudo perspectiva para o jogador”, como explicou um comunicado oficial. Ultimamente, ele vinha cumprindo a pena em regime semi-aberto.

Na temporada passada, durante disputa de torneio amistoso na Alemanha, o coordenador técnico da equipe brasileira fez uma visita ao jogador. “O Milton (Cruz) teve um contato mais direto, conversou com ele, pegou algumas informações”, comentou Muricy, que ainda não havia retornado ao clube na ocasião. “Futebol não é tão simples, não é em um estalo de dedo que o cara volta a jogar”, alertou o treinador.

Revelado no Morumbi em 2007, quando conquistou o Campeonato Brasileiro, o zagueiro foi negociado um ano mais tarde com o Bayern de Munique, onde nunca teve sequência no time titular. Uma grave lesão no joelho também foi problema, e o brasileiro acabou sendo emprestado. Depressão e dependência alcoólica o teriam motivado a incendiar a própria casa.

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