A entrada do meio-campista Lenílson no segundo tempo do empate contra o Flamengo, no estádio do Maracanã, agradou ao técnico do São Paulo, Muricy Ramalho. Por isso, o comandante do clube do Morumbi já se mostra mais maleável com a possibilidade de promover o atleta ao time titular na seqüência do Campeonato Brasileiro.
”Futebol não pode ser analisado apenas com emoção. O Lenílson vinha entrando bem durante 15, 20 minutos. Quando tinha que atuar o tempo inteiro, ainda pecava pela irregularidade. Já contra o Flamengo, jogou bem durante mais tempo e melhorou”, confirmou o treinador depois do treino desta terça-feira no CCT da Barra Funda.
Só que, quando é questionado sobre a chance de Lenílson entrar no lugar de Danilo já nesta quinta-feira diante do Fortaleza, no Morumbi, Muricy Ramalho despista: “Os dois podem jogar juntos. O certo é que teremos 11 em campo”, afirmou.
No entanto, em busca do título brasileiro, Muricy Ramalho esclarece que sempre irá escalar aquele que for render mais para a equipe. Portanto, o comandante tricolor não admite reclamações seja qual for sua decisão. ”Aqui todos sabem que faço justiça. Quando eu escalo, ninguém me pergunta nada. Então ninguém tem direito de pedir explicações no momento que decidir tirar”, lembrou.
Desde que as críticas aumentaram, Muricy Ramalho usa uma cautela excessiva com Danilo e procura valorizar seu esforço para ajudar o time. Na última semana, o treinador até fez uma consulta ao atleta sobre a possibilidade de poupá-lo em alguma partida do Campeonato Brasileiro devido ao desgaste físico da fase decisiva da Libertadores.
“Tive uma conversa com o Danilo uma semana atrás. Ele jogou com problemas físicos (na mão e no ombro) e é um atleta que usa demais o corpo. Mas recebi a resposta de que estava tudo bem. Temos que lembrar que o atleta jogou com qualidade diante do Cruzeiro”, explicou Muricy Ramalho.
Mesmo sem antecipar qualquer decisão, a principal preocupação do técnico são-paulino fica com a parte psicológica de Danilo. Afinal, a cada dia, a pressão aumenta sobre o atleta. Desta forma, ele acha que o banco de reservas poderia trazer conseqüências ainda piores ao camisa dez do Morumbi. “O treinador precisa saber qual será o prejuízo ao atleta caso saia da equipe”, finalizou Muricy Ramalho.