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Futebol

Muricy convoca torcida contra o Bolívar e promete resposta na bola

Arquivo Geral

07/05/2012 13h27

O Santos praticamente definiu a conquista do título paulista ao vencer o Guarani por 3 a 0, mas terá nesta semana uma outra decisão pela frente. Na quinta-feira, faz o jogo de volta contra o Bolívar-BOL, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, com a missão de reverter a derrota de 2 a 1 que ficou engasgada em La Paz. O técnico Muricy Ramalho pede um apoio especial da torcida para a virada.

“A gente espera que a torcida lote a Vila, é importante que pressione (o Bolívar), mas só na arquibancada. Teremos um adversário bom pela frente, organizado, que virá fechado, é melhor que o outro boliviano que enfrentamos anteriormente”, afirmou o treinador, mencionando o The Strongest, rival do Peixe em 2012 na fase de grupos do torneio sul-americano.

Na visão de Muricy Ramalho, a grande preocupação é a vantagem física do Bolívar, que já está em São Paulo em preparação para a decisão. Ainda assim, o treinador aposta na experiência do grupo que passou pelas mesmas dificuldades na edição passada da Libertadores. E, obviamente, na qualidade técnica de uma equipe que é liderada pela dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso.

“A equipe deles está descansando, enquanto nós estamos jogando durante todo tempo, é difícil. Mas estamos acostumados a jogar duas competições ao mesmo tempo, isso aconteceu no ano passado”, relembrou.

O Santos pretende se aproveitar de uma motivação especial para buscar a virada contra o Bolívar. Os jogadores reclamaram bastante do tratamento recebido em La Paz na partida de ida, sobretudo pelos objetos arremessados pela torcida no campo. Nas últimas vezes em que foi provocado, Neymar castigou os rivais com dribles e gols.

“Isso é costume em La Paz, no Paraguai, na Colômbia, em várias partes (da América do Sul). Isso não é futebol, é guerra, a Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol) deveria fazer algo, acontece sempre isso, policiais com escudo protegendo os jogadores. No Brasil, isso não ocorre porque o time perde muitos mandos”, respondeu Muricy, de forma incisiva, a um repórter boliviano presente ao Morumbi na decisão do Campeonato Paulista.

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