No meio popular costumam dizer que “filho feio não tem pai” quando alguém não quer assumir algo malfeito. Mas, por mais incrível que pareça, existe também aquele que não reconheça nem mesmo a paternidade do “bonito”. É este o caso da arrecadação recorde que deve ser gerada do duelo entre Santos x Flamengo, domingo, no Estádio Nacional Mané Garrincha.
Com ingressos caros – o que rende protestos de torcedores desde o anúncio das vendas –, a partida promete ser um poço de dinheiro para um “pai” inexistente. Nenhuma das partes envolvidas no evento admite que terá participação nos lucros dos pelo menos R$ 7 milhões de renda do confronto.
Segundo nota da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), “a responsabilidade pelo jogo é da CBF e a arrecadação com a venda dos ingressos ficará com o Santos, que tem mando de campo”.
Jogo de empurra
A Federação Brasiliense de Futebol (FBF) também se exime: “A FBF não tem autoridade e nem a competência para reduzir o valor dos ingressos, que são controlados pela CBF e pelo clube mandante.”
O curioso é que especula-se que o clube paulista “vendeu” o mando de campo por cerca de R$ 1 milhão. Na edição de ontem, o Lance publicou que a compra da partida teria sido intermediada pelo empresário Wagner Abrahão, amigo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. “O GDF não pagou pelo evento e nem tem participação na bilheteria e nem na definição dos valores cobrados”, alegou a Secopa, na sequência da nota. O JBr tentou contato com a assessoria do Santos, que não atendeu as ligações.
Saiba mais
Os camarotes do Estádio Nacional Mané Garrincha já estão à venda para a partida entre Santos e Flamengo, pela estreia no Brasileirão.
Nas sofisticadas áreas serão oferecidos bufê de comidas e bebidas não alcoólicas, além de espaço interno com cadeiras, mesas, ar-condicionado e transmissão de TV.
O preço dos camarotes variam de R$ 18 mil até R$ 42 mil. Os espaços podem receber grupos de 18 a 42 pessoas.