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Futebol

Muita garra contra o Fogo, time de coração

Arquivo Geral

16/04/2013 11h13

Ao chorar e desbafar na final da Taça Guanabara de 2008,  o volante Túlio Guerreiro  mostrou ser um dos últimos jogadores que demonstrou emoção no mundo do futebol plastificado e embalado. “O torcedor do Botafogo sofria muito naquela época. Estávamos sendo muito prejudicados pela arbitragem”, lembrou o ídolo, hoje no Sobradinho, adversário do Fogão amanhã, às 19h30, pela Copa do Brasil, no Bezerrão. 

 

Apesar de não conquistar tantos títulos, Túlio ganhou o apoio e a admiração da torcida botafoguense, que se via bem representados dentro do time.”Veio a calhar, pois depois daquilo, quer queira quer não, o Botafogo tem sido bem mais respeitado pela arbitragem do que naqueles momentos”, afirmou.

 

Mesmo por anos sendo um torcedor em campo pela Estrela Solitária, Túlio promete fazer de tudo para os candangos deixarem o campo com a vitória. “Sempre digo que é uma situação embaraçosa fora de campo, antes da partida. Depois volta tudo ao normal. Visto a camisa do Sobradinho e vou dar todo o meu melhor para vencer”, comentou. Mas dos tempos ficam as mémorias e o amor declarado pelo clube. “Na minha opinião, o Botafogo está entre os três melhores times do Brasil. Além de ser o  melhor do Rio”, afirmou.

 

O tempo passou

Túlio chegou ao clube em uma época em que o Botafogo precisava se reerguer, já que havia sido rebaixado para a Série B: “Eu cheguei em 2003, quando o Bebeto de Freitas (ex-presidente) assumiu o clube. O time passava por uma fase financeira e dentro de campo terrível”. 

 

O volante foi um dos protagonistas da volta do Alvinegro à elite do futebol nacional, uma fase que ele considera precursora do atual momento. “O clube vem num processo de reestruturação com o Maurício (Assumpção, presidente), que acertou na contratação do Seedorf, faz um belo trabalho de marketing por trás disso, e hoje o Botafogo é mais respeitado”, elogia.

 

Lembrando do passado

A conquista da Série B foi um marco para o jogador de 36 anos, devido à dificuldade que pode ser muito bem representada em seu atual apelido de Guerreiro. “Antes de o Bebeto assumir, ocorreu  uma verdadeira queima de arquivo. Computadores se perderam e o Bebeto não sabia quanto o clube devia e mesmo com todo esse ambiente conturbado, conseguimos o acesso de volta à Série A”, relembrou. 

 

Dificuldades naturais em sua visão de torcedor. “Mesmo com a atual fase, para o Botafogo parece que não existe calmaria. Agora aconteceu o problema com  o Engenhão, desestabilizando um pouco o clube”, disse.

 

Amor fora de campo

O foco de Túlio agora é o Leão da Serra. Classificado para a próxima fase do estadual assim como seu adversário, o Sobradinho quer aprontar para cima dos cariocas: “Nosso time é mais consistente hoje do que há um mês. Se fosse outro momento, poderíamos sofrer um vexame, mas   faremos um jogo  melhor”.

 

A missão será difícil para o ex-capitão botafoguense que não tinha vergonha de mostrar seu sentimento como torcedor, espécie rara atualmente.”Para o Sobradinho é um momento especial e histórico. Espero representar muito bem o clube”, finalizou.

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