Foi preciso muita pressão para o Estádio Nacional Mané Garrincha poder abrigar a final do Candangão no dia 18 de maio. Tanto que quando os jogadores batiam na bola ou corriam, quilos de areia voavam, uma situação que incomodou bastante aos que estavam dentro de campo. “O gramado estava ruim no dia do nosso jogo. Tinha muita areia”, criticou o volante Baiano, do Brasiliense.
Dois dias antes do jogo entre Brasil x Japão, o engenheiro agrônomo e sócio da empresa responsável pelo gramado do estádio Nacional Mané Garrincha, Paulo Antônio Azeredo, garantiu que os pedaços de grama que saíam do gramado era algo normal. “Faz parte. São dois treinos seguidos. Arrepia a grama, ela não sai. Nós estamos passando a máquina, cortando, e o gramado volta ao normal sem problema nenhum. Ocorre esse tipo de dano porque o treino é localizado. Às vezes, é até pior que o jogo. Vai arrepiando, mas a grama está superfirme, não vai soltar nada. Arrepia com as chuteiras”, comentou o funcionário, em entrevista ao globoesporte.com.
Após a partida, alguns jogadores brasileiros reclamaram de que o campo estava muito duro. Era possível observar que a grama estava seca, mesmo sendo molhada minutos antes do início do duelo de abertura da Copa das Confederações.
Em outras praças
Diferentemente do estádio da capital que teve o primeiro jogo vinte dias depois da colocação da grama, o Maracanã teve a instalação feita ainda em abril e sua primeira partida, um mês depois, um amistoso entre os Amigos de Bebeto x Amigos de Ronaldo. Outro estádio que abriga um dos melhores gramados do país é o Mineirão. Plantado no local em novembro do ano passado, o estádio foi inaugurado quatro meses depois, em fevereiro deste ano. No clássico, o Cruzeiro bateu o arquirrival Atlético-MG por 2 x 1, válido pelo Estadual.