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Futebol

Morre Ferenc Puskas, craque húngaro e do Real Madrid

Arquivo Geral

17/11/2006 0h00

Morreu na madrugada desta sexta-feira o ex-jogador húngaro Ferenc Puskas, aos 79 anos de idade, em decorrência de complicações do mal de Alzheimer, doença que o acometia há seis anos. Pela seleção da Hungria, sua maiores conquistas foram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque na Finlândia, e vice-campeonato na Copa do Mundo de 1954.

Neste Mundial da Suíça, o time, considerado o melhor do mundo naquele momento, foi derrotado na final para a Alemanha do capitão Fritz Walter. A equipe que tinha o ataque comandado por Puskas, Kocsis e Hidegkuti, havia eliminado o Brasil nas quartas-de-final, ao vencer por 4 x 2, e o bicampeão mundial Uruguai nas semifinais. Depois de a Hungria estar vencendo a final por 2 x 0, nem mesmo os alemães acreditaram na virada que conseguiram, vencendo a final por 3 x 2.

Após a invasão da União Soviética à Hungria em 1956, o jogador se exilou na Espanha, onde se tornou um dos maiores jogadores da história do Real Madrid. Pelo time merengue, foram 324 gols em 372 partidas disputadas. Nesse tempo, ele conseguiu a cidadania espanhola, e como as regras na Fifa na época permitiam, ele disputou a Copa do Mundo de 1962, no Chile, pela seleção da Espanha. Marcou quatro gols em Mundiais.

Ele é um dos cinco jogadores da história a disputar uma Copa do Mundo por dois países diferentes. Luis Minti jogou pela Argentina em 1930 e foi convocado pela Itália em 1934. Jose Santamaría disputou o Mundial de 1954 pelo Uruguai e o de 1962 pela Espanha. Mazolla foi campeão do mundo com a seleção brasileira em 1958, na Suécia, e depois jogou o Mundial do Chile em 1962 pela Itália. Ainda há o caso de Robert Prosinečki, que jogou a Copa de 90 pela Iugoslávia e a de 98 pela Croácia.

Nascido em Budapeste, no dia 2 de abril de 1927, Puskas parou de jogar futebol em junho de 1967, com exatos 40 anos. Pelo time da capital espanhola, o jogador conquistou seis Campeonatos Espanhóis e duas Copas dos Campeões. Formou um dos maiores ataques da história do futebol mundial ao lado do argentino naturalizado espanhol Alfredo Di Stéfano e do espanhol Francisco Gento.

O atual presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, lamentou publicamente a perda de um dos maiores ídolos da história do clube espanhol. “Recordo-me com muito carinho dos seus gols. Foi quatro vezes artilheiro do Campeonato Espanhol. Marcou época em um ataque mítico. Os torcedores do Real Madrid, no geral, e os da minha idade, em particular, sentem um grande vazio pela perda de um de nossos ídolos de infância.”

Puskas ainda teve experiência como treinador de futebol. Comandou dois times na Grécia, o AEK Athenas e o Panathinaikos, levando o segundo à final da Copa dos Campeões de 1971, perdendo a final para o Ajax, da Holanda. Ainda como técnico, comandou dois times da América do Sul, o Colo Colo do Chile e o Cerro Porteño do Paraguai. Encerrou sua carreira como treinador no início dos anos 1990.

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