Da mesma maneira que defende o prata-da-casa Wesley de críticas, o técnico Emerson Leão não deixa o colombiano Maurício Molina se entusiasmar demais com elogios. O próprio meia acredita que precisa da ajuda do novato para se sobressair no Santos.
Desde a chegada de Molina à Vila Belmiro, Leão tenta mudar as características do colombiano, que chamava a sua atenção pela habilidade, porém pecava pela fragilidade física e de marcação, pontos fortes de Wesley.
“É por isso que o Wesley me ajuda muito. Ele é importante por ter todas as características opostas às minhas. Somos completamente diferentes: ele é rápido e tem fôlego de sobra para marcar, o que me dá liberdade para criar e carregar a bola”, concordou Molina.
Questionado se perdia um jogador fundamental contra o Cúcuta caso Molina não tivesse se recuperado de lesão muscular na coxa direita, Leão minimizou: “Não temos uma figura principal. Quero apenas uma regularidade do Molina, sem exageros”.
A crítica a Molina era mais freqüente no início do ano, quando ele alternava apresentações como a que fez contra o boliviano San José, com quatro gols marcados em uma goleada por 7 a 0, e outras apagadas. Mais satisfeito com o colombiano, Leão ressalva que ainda necessita lembrá-lo de ajudar a marcação. Para tanto, o treinador conta com a dedicação de Wesley.